terça-feira, 27 de março de 2012


Por Cristiane Sampaio
mtb: 61431

Boa noite, pessoal!

Aqui vai mais uma dica para os cinéfilos, feito eu! Hoje a indicação da SBPRP é Perfect Sense. Protagonizado pelo inglês Ewan McGregor o filme Sentidos do amor (título em português) – pode levar o espectador atento à introspecção e ao insight. Ao subtrair sentidos já “ordinários”, o diretor David Mackenzie nos leva a valorizar cenas banais e consequentemente, a repensar nossa maneira de desfrutar tais “sabores” da vida cotidiana. Amor, relacionamento e histeria coletiva. Lembra muito “Ensaio Sobre a Cegueira”, mas a linguagem utilizada no drama torna a absorção mais leve. 

Não perca, assista ao filme e traga seu comentárioaqui para o nosso blog!


O filme...

Recuperando-se do fim de um romance que não deu certo, a médica Susan encontra um paciente com um caso peculiar: depois de sofer uma incontrolável crise de choro, ele perdeu completamente o olfato. Susan descobre que, nas últimas 24 horas, outras centenas de casos idênticos apareceram tanto na Inglaterra quanto em outros países próximos, como França, Espanha e Itália. É quando Susan conhece Michael, um chef, e os dois se apaixonam. A jovem médica vive a promessa de um novo amor, enquanto o mundo à sua volta começa a mudar drasticamente. Seleção oficial do Sundance Film Festival 2011.

Um pouco mais sobre o diretor...
 
Nasceu em 1966, na Escócia. Começou a carreira no cinema dirigindo curtas-metragens, como California Sunshine (1997), indicado ao BAFTA de melhor curta. Seu primeiro longa foi The Last Great Wilderness (2002), selecionado para o Festival de Toronto. Em 2003, dirigiu O Jovem Adam, selecionado para o Festival do Rio. Seu teceiro longa, Paixão sem Limites (2005), esteve na competição oficial do Festival de Berlim.
                                                                                                                        
Até semana que vem! Fiquem ligados nas atualizações em nossa página do facebook e aqui no blog.

terça-feira, 20 de março de 2012


Hoje quem deixa um depoimento é a Dra. Suad!

Por Cristiane Sampaio
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Boa noite, pessoal!

Toda semana vamos postar aqui no blog um depoimento sobre quem é Marcelo Viñar. O Psicanalista e membro titular da Associação Psicanalítica do Uruguai –APU que vem nos visitar em breve e deve proporcionar um ótimo encontro de psicanálise aqui na SBPRP. Vamos começar com a Analista Didata, Suad Haddad de Andrade. Veja o que ela disse sobre ele, 

“Psicanalista uruguaio, figura exponencial da psicanálise latino-americana, tem se destacado por sua competência, produtividade, e principalmente por sua atuação. Sempre presente através de publicações e também o encontramos nos diferentes eventos psicanalíticos  preocupado com os desafios que estamos sempre enfrentando no exercício de nossa tarefa psicanalítica. Ele se diferencia principalmente pela proposta de estarmos sempre atentos às mudanças sociais que levam, inevitavelmente, a mudanças no nosso trabalho clínico. Ninguém melhor que ele para nos falar das contradições do mundo em que vivemos e das repercussões na construção da subjetividade. No mundo atual da hiper-comunicação os critérios de valores e os significados estão muito alterados e daí sua proposta de mantermos permanente diálogo com as outras disciplinas das ciências humanas, como a sociologia, a psicologia social e outras.

Questiona o progresso, principalmente a grande facilidade de estarmos em toda parte e, ao mesmo tempo, as consequências danosas que isto traz para a construção de nossas mentes. Fala da crise de normatividade e de como a ausência de normas acarreta um desassossego geral. Fala da fragilidade dos vínculos, da desigualdade social.  Fala do declínio da introspecção, da quase abolição da vivência relacional afetiva e efetiva. Ele fala da necessidade de revisarmos nossos conceitos psicanalíticos e nossa postura no trabalho clínico em cada conjuntura sócio-histórica. 

Mostra também como o trabalho psicanalítico é um reduto de resistência contra a cultura do efêmero e da instantaneidade.

É um privilégio podermos ouvi-lo e dialogarmos com ele”.

É isso mesmo Dra. Suad., com certeza será um privilégio ter esta oportunidade! E você? Também quer participar do evento com Marcelo Viñar??? É fácil clique aqui!

Bom, é isso. Até o próximo post pessoal! Fiquem ligados nas atualizações em nossa página do facebook e aqui no blog.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Parcelamento das inscrições para o evento "Diálogos Exogâmicos com Marcelo Viñar" tem data prorrogada!

Por Cristiane Sampaio
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Temos boas notícias. Devido ao grande número de solicitações para o evento resolvemos prorrogar a data de parcelamento para as inscrições. Agora, para quem ainda vai se inscrever existe a possibilidade de parcelamento em duas vezes, nas datas 20/03 e 09/04. Então, quem ainda não se inscreveu. Corra! 

Estudantes e Membros Filiados – R$ 80,00 I Membros Associados – R$100,00 I Profissionais – R$120,00

VAGAS LIMITADAS!

- Curiosidade ------------------------------------------------------------------

Muitas pessoas questionaram, então aqui vai a explicação para o nome do evento:

O título “Diálogos Exogâmicos”, nasceu a partir do primeiro contato feito com o Dr. Marcelo Vinãr para convidá-lo a participar deste encontro.  Na sua resposta calorosa, escreveu: “O estrangeiro pode sacudir o solo e mobilizar os estereótipos que cada grupo gera, e se isto ocorre, é benéfico para o visitante e para os visitados: uma experiência exogâmica”. Assim, Dr. Vinãr demonstra seu interesse em promover o intercâmbio de idéias, pensamentos e ações, que transitam nas diferentes áreas sócio-culturais.”. 

 (Fernanda Passalacqua – Coord. Comissão de Convidados Estrangeiros)

Acessem a página da SBPRP e descubram mais sobre a visita de Marcelo Viñar!

terça-feira, 13 de março de 2012


Por Cristiane Sampaio
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Boa noite, pessoal!

Hoje vamos postar uma dica para quem aprecia a bela arte de Candido Portinari e ainda não teve a oportunidade de visitar ou não soube da exposição que acontece desde 06 de Fevereiro, em São Paulo. Os dois painéis chamados de Guerra e Paz, encomendados pelo Governo Brasileiro para presentear a Sede da ONU podem ser vistos no Memorial da América Latina na capital paulista até 21 de abril. Uma reforma na Sede da ONU em Nova York, onde a obra esteve exposta restritamente, possibilitou sua volta ao Brasil pelo Projeto Portinari. Já estiveram no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e após uma restauração, agora podem ser vistos em São Paulo juntamente com mais de 100 estudos preparatórios de Portinari.


A história por trás do Projeto

Entre 1952 e 1956, Candido Portinari realizou seus dois últimos e maiores murais, Guerra e Paz (14m de altura por 10m de largura, aprox.), encomendados pelo governo brasileiro para presentear a sede da ONU, em Nova York.

Localizados em local nobre, de acesso restrito aos delegados das Nações, no hall de entrada da Assembleia Geral, os monumentais painéis não podem ser vistos pelo público por razões de segurança, nem mesmo durante as visitas guiadas da ONU. Por esse motivo, o Projeto Portinari sempre sonhou em expor Guerra e Paz ao grande público.

“… a mais importante obra de arte monumental doada à ONU”.
Dag Hammarskjold, Secretário-Geral da ONU, 1957

Saiba mais:

Candido Portinari

"Vim da terra vermelha e do cafezal.
As almas penadas, os brejos e as matas virgens
Acompanham-me como o espantalho,
Que é o meu auto-retrato.
Todas as coisas frágeis e pobres
Se parecem comigo."
                                           - Candido Portinari 

Em quase cinco mil obras, de pequenos esboços a gigantescos murais, Portinari legou ao nosso imaginário uma ampla síntese crítica de todos os aspectos da vida brasileira.

Clique aqui e saiba mais sobre o artista!

Até o próximo post! Fiquem ligados nas atualizações em nossa página do facebook e aqui no blog.

quinta-feira, 8 de março de 2012


Por Cristiane Sampaio
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Boa noite, pessoal!

Esta semana vamos postar uma prévia do trabalho e estudo deste grande psicanalista que em breve vai nos visitar, MarceloViñar. Ele escreveu há algum tempo o artigo Humano - inumano: os limites do humano, que traz uma abordagem e um pensamento interessante sobre um dos assuntos mais intrigantes a ser discutido, o próprio ser humano.

'Desde Michel de Montaigne há cinco séculos, a Jean P. Clastres, passando por Sigmund Freud, tem-se assinalado a tendência da mente humana à veneração autorreferencial, a considerar o próprio como o bom, o excelente, e o alheio, o diferente, como inferior, quando não, infame ou abjeto. Isso é uma constante. O etnocentrismo conduz a este fundo xenófobo, intolerante da diferença. Esta abjeção pelo diferente e estranho habita de maneira explícita (ou calada e oculta), no interior de cada um de nós. Não se trata de negar ou refutar a existência desse impulso, senão de admitir e processar, de transformar o impulso xenófobo em algo diferente, de percorrer o longo e difícil caminho do reconhecimento e legitimação da alteridade'.

Marcelo Viñar

Para Viñar, trata-se de conter e frear essa passagem ao ato destrutivo do ser humano, algo que dará lugar a este sórdido processo civilizatório. Ele cita muito bem a fala do antropólogo, Clifforf Geertz, “(…) não é a construção de uma cultura universal à semelhança do idioma esperanto, nem a invenção de uma vasta tecnologia de organização humana, mas sim aumentar as possibilidades de um discurso inteligível entre pessoas com diferentes interesses, aspecto, riqueza e poder, e que no entanto se encontram em um mesmo mundo no qual permanecem em conexão constante, e onde ao mesmo tempo é cada vez mais difícil afastar-se do caminho dos demais”.

Um longo caminho se faz necessário para que consigamos a nossa consolidação interior, só após isso que passamos a aceitar e valorizar as qualidades da alteridade que sempre nos perturbam ou ameaçam.

Fonte: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S0103-58352010000100014&script=sci_arttext


Gostou e quer saber mais sobre Marcelo Viñar??? Clique aqui!

Acesse aqui a página do evento com este grande psicanalista. Você não vai ficar fora dessa!

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sábado, 3 de março de 2012


Por Cristiane Sampaio
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Boa noite, pessoal!

No próximo mês de Abril, como vocês já devem ter visto em nossa página de eventos, a SBPRP - SociedadeBrasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto trará para um grande encontro, Marcelo Viñar. O Psicanalista e membro titular da Associação Psicanalítica do Uruguai –APU vem sendo conhecido no Brasil por todos aqueles que se preocupam com a relação entre a psicanálise e o contexto sócio-político. Pensando em proporcionar um momento de discussão sobre este tema tão relevante para o universo da psicanálise, vamos preparar um evento durante três dias na cidade, com diálogos exogâmicos e atividades para os participantes. 

(Acesse aqui para saber todas informações sobre o evento!)

Marcelo vai apresentar durante o evento dois trabalhos, com os temas: ‘Entre tradição e invenção: Algumas encruzilhadas da Psicanálise atual’, ‘A relação entre a Clínica e a Teoria’.

Viñar tem uma vasta experiência como psicanalista no trabalho com ex-torturados. As possibilidades da psicanálise ser exercida em situações-limite, violência social, infância marginalizada e infratora, xenofobia, intolerância - questões tão gritantes de nosso mundo de hoje - são alguns dos temas que norteiam sua reflexão. 

Ele é um psicanalista uruguaio com vários avatares. Em meio à ditadura, exilou-se em Paris, ali tendo contato com Serge Léclaire, René Major, os Mannoni e outros. Se preparem, pois histórias e experiências que não vão faltar! Hoje, ele trabalha com a supervisão do atendimento à infância marginalizada e é autor de vários artigos divulgados em revistas especializadas.


“Cada ser humano resume um pouco a história de sua geração e de seu tempo e, talvez, mais do que algo referido à minha própria pessoa, interesse um testemunho da geração à qual pertenço. É certo que o ofício de psicanalista me parece muito importante e cada vez mais atravessado pelo tempo: pela história de seu país, de sua região, pela história do seu lugar de pertinência. E isso tem se modificado através das décadas...

Comecei minha vida profissional pelos idos dos anos 60 - um período tomado como referência dos últimos discursos de utopia do século XX. É surpreendente que hoje, ao falarmos com a geração atual, possuidora de suas próprias referências, e à luz do que está acontecendo no mundo, nosso discurso de 40 anos atrás se revele como um discurso muito transcendental, etnocêntrico e auto-referido. Nele, fundávamos um novo país, um novo pensamento, uma nova história. Estávamos, mais ou menos explicitamente, atravessados pelo mito do novo homem e de um projeto de justiça social que desmoronou ao longo do século. Pensava-se o mundo a partir do marxismo, da psicanálise, do catolicismo, do judaísmo, e havia um macro-discurso que aos olhos de hoje pode parecer nostálgico e megalomaníaco. Falava-se de uma dimensão de desejo de vida que abarcava um projeto pessoal, grupal e coletivo de décadas, sobre o qual tínhamos uma espécie de certeza de realização. Isso foi se arruinando, sobretudo na América Latina, através das ditaduras militares que destruíram todos os projetos alternativos, políticos e profissionais.

Sou filho de alguém que imigrou da Europa na sua infância, e que era um homem do campo que amava a terra e a produção agropecuária. Eu, por minha vez, podia escolher entre ser um homem do campo ou seguir por onde certamente me empurrava minha própria neurose. A figura paterna sempre funciona como um modelo de referência, em relação ao qual se trabalha em continuidade ou em ruptura. Aquilo que recordo como o primeiro chamado do que depois pude chamar de psicanálise era entender por que as pessoas riam, por que as pessoas sofriam e por que as pessoas gozavam. Isso se converteu num objeto de curiosidade, talvez porque fosse muito enigmático o porquê das pessoas pensarem e sentirem de determinada maneira. A noção de enigma e de curiosidade por esse enigma, do porquê das pessoas desfrutarem do modo como o faziam, atraía-me e eu acreditava que existia um modo possível de ler a alma humana para entender os indivíduos, os grupos e as sociedades - com uma megalomania que aos quinze anos é muito suportável e até, quem sabe, desejável. Então, já que a psicologia estava muito mal no meu país, segui a carreira médica e fiz a trajetória absolutamente comum daquela época: estudei primeiramente medicina, depois, psiquiatria...”.
Marcelo Viñar


Gostou e quer saber mais sobre Marcelo Viñar??? Clique aqui!

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Fonte: www.uol.com.br

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