quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Por Cristiane Sampaio
Mtb.61.431

Boa noite, pessoal!
Com apenas dois dias de evento, já podemos afirmar: O XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise está um sucesso de público, conteúdo e atrações! Quem foi, pode concordar comigo, mal se pode andar por aqui, gente de vários lugares oportunizam uma ótima troca de conhecimento pelos corredores do Centro de Convenções de Ribeirão Preto.

“Neste Congresso estamos nos deparando com uma organização impecável, temas como eixo e continuidade, interligados, que nos proporcionam uma extensão e profundidade no assunto. Essa diversidade de reflexões, cursos e palestras é que tem proporcionado à riqueza do Congresso”, afirmou Rossana Nicoliello Pinho, de Belo Horizonte.
 
Após a entrega de material e credenciais o pessoal, já podia se inscrever e participar dos cursos, que já estavam começando... Foi uma correria só para garantir lugar, são tantas atrações e ainda sim parece que não foi suficiente para esse pessoal com sede de conhecimento. 

Depois de um belo dia de trabalhos, palestras, estudos e reflexões nada melhor que fechar a noite com ‘chave de ouro’ na cidade de Ribeirão Preto. A abertura oficial do evento lotou o Teatro Pedro II e o Palace Hotel ontem pela noite. 

Todos participantes tiveram direito a tapete vermelho, a uma bela exposição de carros de nossa patrocinadora Eurobike, além de uma apresentação belíssima e de tirar o fôlego da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Conduzida pelo Maestro Cláudio Cruz, a Orquestra tocou a Sinfonia n°6 em si menor de Tchaikovsky e como a própria Febrapsi disse, “No final do século XIX, enquanto Freud publicava seus primeiros estudos psicanalíticos, Tchaikovsky compunha a 6ª Sinfonia”.
 
Foi com estilo, após a apresentação, que todos participantes e convidados se dirigiram para o Palace Hotel, onde foi realizado um belo e requintado Coquetel, exatamente como acontecia décadas atrás neste belo prédio histórico da cidade.


“Achei excelente a apresentação da Orquestra, o som estava ótimo, a escolha do repertório. Tudo muito bonito, inclusive o teatro, abrir o Congresso com música foi uma grande ideia, afinal é sempre uma festa. Esse encontro e reencontro com colegas de todos os estados é ótimo, temos a oportunidade de ver o que os analistas estão pensando hoje. Tudo isso é bastante enriquecedor, o Congresso sempre nos serve para estimular aos estudos, a busca pelo novo, sempre digo que os estudantes devem vir ao congresso, é sempre enriquecedor. A psicanalise muito ao contrário do que dizem, continua e está extremamente viva. Hoje dia, é necessário que as pessoas tenham acesso ao seu mundo interior, pra que lá na frente se tornem melhores”, afirmou Dra. Rosely Lerner, do Rio de Janeiro. 

E você o que está achando do Congresso? Poste aqui o seu comentário!

terça-feira, 6 de setembro de 2011


Por Cristiane Sampaio
Mtb. 41.631


Bom dia, pessoal!

Estamos na reta final e bem próximos do grande dia, aliás, amanhã se dará início ao XXIII CongressoBrasileiro de Psicanálise e viemos aqui hoje, em nome de toda organização, dizer nada menos que: 
Sejam bem-vindos!

Nossa equipe está muito animada e a todo vapor com os últimos preparativos para recebê-los. Para ajudá-los hoje, resolvemos postar algumas dicas para quem está a caminho do Congresso.

Ao pessoal que vem de longe, Ribeirão Preto é uma cidade muito quente e justamente por isso, como foi mencionado por alguns colegas em nossa página do Facebook, temos o costume de deixar o ar-condicionado no máximo. Portanto, traga roupas para um calor de 30°C, que é a previsão para esta semana (e sem chuvas); porém, não se esqueçam do agasalho para a noite, quando refresca um pouco e também para os ambientes fechados com ar-condicionado.

Muitas pessoas estão questionando se é necessário se inscrever para os diversos Cursos que foram oferecidos ou se estes são restritos somente a alguns participantes. Somente para o Congresso Didático, que foca na formação do psicanalista, é que os interessados deveriam ter se inscrito com antecedência. Quanto aos Cursos, estão abertos a todos participantes, são de livre acesso, e maiores informações podem ser obtidas na retirada de suas credenciais com o pessoal da FEBRAPSI, que vai estar a disposição para orientá-los na Secretaria do Congresso.
 
Outra dúvida que tem surgido é sobre as apresentações dos Temas Livres, que também são abertas a todos os participantes, e serão divulgadas num livreto que será entregue junto com as credenciais do Congresso. Participem e bom proveito!

Para quem ainda está em busca de transportes e hotéis, clique aqui.

Bom, é isso. Estamos à disposição de vocês, por aqui e pelas redes sociais, qualquer duvida, nos avisem.

Mais uma vez sejam bem-vindos e nos vemos lá!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


Por Cristiane Sampaio
Mtb.61.431


Boa noite, pessoal!

Hoje, levantamos aqui um tema polêmico: quais os LIMITES quando avós precisam cuidar dos netos? Até onde isso é bom para os pais, os avós e as crianças? Veremos agora!

Segundo a matéria publicada no site da Unimed - Rio, a cada dia que passa se torna mais comum a correria e falta de tempo entre as famílias brasileiras, e com isso o fato dos pais recorrerem aos avós para que cuidem de seus filhos.  

 Os pais devem estar atentos, pois criança saudável é criança ativa, alegra e arteira e os avós “normalmente” já possuem certas debilidades físicas, mentais e de tempo para “quebrar o galho e tomar conta dos netinhos”. É essencial ter cautela, segundo a psicanalista Eronides Borges da Fonseca (membro da Sociedade de Psicanálise do Rio de Janeiro), “É importante levar esses fatores em conta para não prejudicar o idoso. Se ele tiver um problema de saúde mais sério, pode ser mais interessante deixar as crianças na escola e na creche, nunca esquecendo de estimular o contato em família sempre que possível".

O convívio em família é sempre bom, saudável, mas tem sempre aquele ditado que diz:
 “Os pais educam e os avós mimam”, alguns cuidados são necessários para que esta seja a melhor opção para todos.
Quanto aos avós, se possuem disposição e energia para acompanhar os netos, ótimo! Neste caso são mesmo as pessoas mais adequadas a cuidar, ensinar e protegê-los. “Os avós devem ficar disponíveis, mas não podem tirar a autonomia da família para evitar conflitos", afirma e alerta: “caso um dos lados ultrapasse este LIMITE o melhor a ser feito é conversar para resolver o problema”, afirmou a Dra. Eronides. Isso nos lembra o que já dizia o velho guerreiro Chacrinha: “quem não comunica se estrumbica”. 
 
Quanto às crianças e adolescentes, fica a dica: Vai existir sempre um conflito de gerações, principalmente quando o assunto é sexualidade. Tente entender o pensamento conservador dos mais velhos e aprenda com eles. Sentar-se ao lado de pessoas idosas é garantia de aprendizado! 

Cabe também aos pais instruir os filhos, segundo Dra. Eronides, "Eles devem instruir os filhos a evitar abordar certos assuntos que possam dar margem a desavenças em família e dar aquele empurrãozinho para que avós e netos descubram as semelhanças que possuem entre si. Entretanto, é importante que isto ocorra de forma natural, sem forçar a barra", diz. Afinal, que criança que não nos ensina nada hoje em dia? Que dirá os adolescentes. Portanto, estejam abertos a novidades e superem estas barreiras!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Por Cristiane Sampaio
Mtb- 61.431

Segundo matéria publicada no site IG, ‘receber críticas não é agradável, mas aprender com elas é fundamental para o crescimento pessoal’. Porém, será que existe um limite entre o que é considerado incentivo ao seu crescimento e o que é considerado como ofensa? É o que vamos ver no post de hoje. 

Diante de críticas o ser humano pode reagir de diferentes formas, ficar nervoso e irritado, ofendido e na defensiva, emotivo e sensível, ou forte e agradecido. Tudo depende da sua personalidade, autoconfiança e maturidade emocional.

Segundo o site IG, ‘É natural não se sentir feliz diante de uma crítica. “O que a gente mais deseja é ser perdoado pelos nossos erros e aceito com nossos defeitos”, afirma a psicoterapeuta Lúcia Rosenberg, que assina a coluna “Identidade Feminina” no Delas. Contudo, não aceitá-la pode ser um sinal de imaturidade emocional, que “borra a capacidade de entendimento”, de acordo com o Dr. Paulo Quinet, membro da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro.

O Limite deve estar entre quem está criticando e quem está sendo criticado. Quem critica tem que ter o conhecimento e a maturidade para criticar de uma forma positiva, com palavras que demonstrem sua intenção. Se for gentil, atingirá seu objetivo sem magoar ou ofender o outro. “Quem quer ser ouvido precisa cuidar do tom, do momento, da palavra certa”, diz Lúcia. Para Elaine Mary, da UERJ, o crítico precisa ter o cuidado de não rotular a outra pessoa. “Deve levar em conta as emoções do outro. Empatia e compreensão também ajudam", diz.
 
Já quem recebe críticas deve aprender a separar as opiniões construtivas, que favoreçam o seu crescimento, de ataques pessoais. Segundo Lúcia, “Algumas críticas são desoladoras e negativas. Temos que procurar críticas que nos ajudem a perceber o que sozinho não conseguiríamos”. 

Atualmente, um dos principais motivos para não conseguir lidar com críticas é a insegurança; pessoas fechadas a novas opiniões, extremamente defensivas, se caracterizam por exigir demais de si mesmas. “Quem é criticado precisa entender as razões do outro e aprender a avaliar se aquilo faz sentido ou se é um exagero”, diz Eliane Mary, da UERJ.

O ideal é se abrir para novas opiniões e investir na sua autoestima. Quem confia em si mesmo, não se deixa abalar e encara a crítica como um bom conselho. “Qualquer que seja a crítica, quem recebe deve ouvir, fazer perguntas, ter uma atenção genuína, antes de responder”, afirmou Eliane Mary. “Humildade é um bom caminho para se abrir a elas”, completa o Dr. Quinet.

A maioria dos especialistas concorda com uma coisa: Uma crítica pode não ser extremamente agradável, mas o que realmente importa é saber o que fazer de positivo com ela.
 
E você, o que pensa sobre isso? Deixe aqui sua opinião.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB:61341


Bom dia, pessoal!

Ótimas notícias! Para confirmar o sucesso do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise: ultrapassamos o LIMITE das inscrições, agora as inscrições prévias estão encerradas. Parabéns a todos que trabalharam na divulgação do evento. Para quem se inscreveu e já deve estar arrumando as malas neste momento: Sejam muito bem vindos!

Várias comissões foram formadas e várias pessoas trabalharam durante todo ano de 2010 e 2011 para recebê-los da melhor forma possível, com o melhor conteúdo científico e programação sociocultural.

Atrações surpresas são esperadas e grandes nomes da Psicanálise estarão presentes para esta grande reunião, que vai contar com uma admirável massa crítica de mentes predispostas a debater e a levantar pontos sobre a questão tão atual dos LIMITES e sua relação com o PRAZER e a REALIDADE. Formaremos um belo “grupo de trabalho”!
 
Para quem não se inscreveu a tempo ou não pode comparecer ao evento por outros motivos, não desanimem. A capacidade dos espaços foi atingida e tivemos que suspender as inscrições prévias, mas em breve teremos novas informações, novos eventos e novidades para quem ficou fora dessa.

Continuem acompanhando o Limites e nossas redes sociais, pois o que for discutido por lá também será debatido por aqui, a internet será sempre uma rede de extensão das questões levantadas durante o evento e fora dele. Aqui você vai encontrar um conteúdo relevante sobre Psicanálise.

Todos estão convidados a trazer suas experiências e vivências do Congresso para partilharmos e darmos continuidade aos debates.

Aguardamos a sua participação!

terça-feira, 23 de agosto de 2011


Por Cristiane Sampaio
MTB:61431

Boa tarde, pessoal!

Sabemos que uma andorinha sozinha não faz verão, canção de João de Barro. Muitas andorinhas podem fazer um belo encontro: podemos adiantar a vocês que o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise, além do exímio programa científico e cultural, também será um sucesso de público. Pois é, há cerca de duas semanas do Congresso sobre limites, constatamos que estamos no LIMITE de vagas disponíveis, com mais de 1.000 pessoas inscritas.  Portanto, para quem ainda não se inscreveu, não perca tempo!

Acreditamos que essa massa crítica de mentes predispostas a debater sobre a questão tão atual dos LIMITES e sua relação com o PRAZER e a REALIDADE irá resultar em um memorável encontro sobre Psicanálise. Para se inscrever é fácil, basta acessar o site do Congresso (http://www.febrapsi.org.br/congresso) e clicar em INSCRIÇÕES. Neste site você também terá acesso a toda programação do evento, inclusive às atrações sócio-culturais à programação do Congresso Didático.

Conheça também um pouco da Febrapsi e acesse o conteúdo do Blog Limites por lá!

Está com dúvidas? Poste um comentário por aqui ou encaminhe um email para congresso@febrapsi.org.br.

Contamos com a sua presença, você não vai querer ficar fora dessa!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB:61431



Bom dia, pessoal!

Hoje, descobri mais uma leitura interessante “O Homem dos Ratos”, que todos os bons apreciadores da obra de Freud, devem conhecer.  Escrito e revisado em apenas um mês, este livro se constitui num relevante estudo sobre os casos de “neurose obsessiva”. Durante o Primeiro Congresso Internacional de Psicanálise, em 1908, na cidade de Salzburg, Freud afirmou que “o recalque não se daria através da amnésia, mas por meio da ruptura de conexões causais devidas a uma retirada do afeto”, exatamente um ano antes do lançamento do livro. Tais notas e levantamentos foram e são até os dias de hoje essenciais no desenvolvimento e conhecimento de novas patologias pela Psicanálise.

Como já vimos no artigo postado no Febrapsi Notícias, para Freud (1915) “a pulsão inclui necessariamente o objeto, e sendo a quota de afeto um componente da pulsão, a percepção da descarga somática/afeto é indissociável da percepção do objeto, daí o ego corporal estar também indissociado do objeto, o que faz o sujeito perceber o objeto como seu próprio corpo, do qual vai diferenciar-se à medida que as estruturas ideativas se desenvolverem”.

A nossa mente tem como recurso defensivo inibir as funções mentais sempre que não suportar a quantidade de carga afetiva dolorosa, o que por conseqüência, vai ocasionar uma série de problemas, como o colapso da memória e o aprisionamento de emoções, inibindo a pessoa de experienciar sentimentos e emoções.

O Dr. Adalberto Goulart, membro da SPR e do NPA, referiu que “Diferentemente do Inconsciente reprimido, Freud já definia o “soterrado”, em 1937, como um conceito próximo ao de embrião pulsional, associado às manifestações marasmáticas da corporeidade que poderão emergir através da passagem direta ao ato compulsivo, ou ao somar, ou ainda alcançando o desejo e manifestando-se como sintoma.”

Atualmente, vive-se a busca desenfreada pelo prazer, pela gratificação imediata, assim, acabamos por não enxergar a realidade em nossa volta e vivemos numa realidade virtual que se dissemina culturalmente a cada minuto. “O resultado disso é uma opacificação das identidades individuais em troca do estado maníaco de euforia, do não-pensar, o que faz com que presenciemos em nossas clínicas um predomínio das personalidades nas quais não há um sujeito capaz de criar representações psíquicas e que vive sua instabilidade no corpo ou na ação/compulsão”, afirmou Dr. Goulart.

A compulsão à repetição, mecanismo de funcionamento do Processo Primário de Pensamento, desvia-se de sua tendência ao que é prazeroso para o reencontro com o efeito de um trauma ainda sem representação, ou seja, busca ativamente um sofrimento, quem sabe visando alcançar algum nível de simbolização (Marucco, 2007).

Assim, a compulsão, entendida como tentativa de representação em ato, requer reformulações da técnica que permitam ir para além do desejo e seus representantes. O analista precisa lidar com marcas ingovernáveis devido à incapacidade de se vincularem ao Processo Secundário, uma vez que não houve tempo nem psiquismo estruturado para que o traumático pudesse ser inserido na dimensão do simbólico. De qualquer forma, não nos esqueçamos que repetição significa, etimologicamente, pedido de ajuda.

Os ‘homens dos ratos’ da clínica contemporânea são casos que ultrapassam e vão além de limites preconcebidos, já conhecidos, proporcionando todos os dias um grande desafio a Psicanálise.

Deixe aqui seu comentário sobre o caso, também queremos saber sua opinião!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB:61431

 Boa tarde, pessoal!

Pois bem, estava lendo um artigo esses dias sobre o famoso caso do Pequeno Hans e achei relevante relembrar este caso aqui no Limites. Afinal, é um texto polêmico e esclarecedor até os dias atuais. Uma referência no estudo da psicanálise de crianças, que também será abordada no XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.

O caso Pequeno Hans é hoje centenário, e nossa qualidade de vida melhorou muito desde a publicação de tal obra. Na época, Freud descreveu o caso como exemplo prático da aplicação de suas teorias sobre a sexualidade infantil, sendo que este foi o primeiro caso de psicanálise aplicado a uma criança, mesmo que através de seu pai, que descrevia os sintomas do filho para o Freud e ouvia suas considerações, aplicando-as em casa. O pequeno Hans se sentia ameaçado, culpado e apaixonado ao mesmo tempo, por viver um amor proibido pela mãe, associado a um complexo de castração deslocado na sua fobia por cavalos, que representavam as ameaças que ele fantasiava virem do pai. 

Hoje, a realidade psíquica não se mostra muito diferente. As neuroses sexuais infantis, como esta, se tornaram muito comuns. Como disse o psicanalista Dr. Celso Gutfreind, no FEBRAPSI NOTÍCIAS Nº38, “É o que continuamos vendo nas casas, nas escolas, nos consultórios. Se há mudanças (sempre há), déficits de atenção ou desvalimentos, isso não exclui angústias intensas de crianças que ultrapassam a distância suportável do genitor de sexo oposto. E submergem em fantasias de punição por parte do mesmo sexo. O Pequeno Hans está ativo nos Joãozinhos e Mariazinhas da contemporaneidade”.

Segundo o Dr. Gutfreind, a patologia da sexualidade na infância vem de encontro com a ‘vista grossa’ dos adultos, que reinventam uma criança bem diferente daquela com quem convivem. Normalmente, não a compreendem e podem acabar gerando consequências ainda mais traumáticas, que nos extremos podem chegar a atuações como maus-tratos ou pedofilia.

Estar bem significa, viver bem, crescer, descobrir, reinventar criativamente a existência cada vez mais, infinitamente. Implica também ser capaz de enxergar e lidar com aquilo que não queremos ver por não querermos sofrer. Freud ainda foi muito além dos LIMITES de seu tempo em suas teorias: ”Continuei dizendo que bem antes de ele nascer eu já sabia que ia chegar um Pequeno Hans que iria gostar tanto de sua mãe que, por causa disso, não deixaria de sentir medo de seu pai...”.
Segundo Dr. Gutfreind, como o tratamento de Hans se passou por meio do pai, valorizou-se a parentalidade, ou seja, a participação do cuidador, que se tornou mais lúdico e capaz de representar positivamente seu filho. Há pessoas que criticam que Freud falhou ao deixar de lado a mãe e o conflito do casal. Mas, “Enfim, O Pequeno Hans transcende objetivos traçados por ele próprio. Emenda que sai melhor do que o soneto, a obra mostra-se afeita a releituras e novos sentidos. Hans segue hígido e em pleno crescimento, perguntando, fazendo pensar, continuando. Vida ainda mais longa, é o que desejamos ao jovem centenário”, como finalizou Dr. Gutfreind.

Deixe aqui seu comentário sobre o caso, também queremos saber sua opinião!

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