terça-feira, 28 de abril de 2015

“SONHAÇÕES” na SBPRP
 Encontro Preparatório para o  XXV Congresso Brasileiro de Psicanálise
SONHO/ATO: A Representação e seus Limites.
12 e 13 junho 2015
Local: Hotel Stream Palace - Ribeirão Preto
Não perca o prazo para inscrição com desconto 
INSCRIÇÕES: www.sbprp.org.br 
De 10/04 até 11/05:
Estudantes e Membros Filiados R$ 100,00
MEmbros da FEBRAPSI R$ 120,00
Outros Profissionais R$150,00
À Partir de 12/05:
Estudantes e Membros Filiados R$ 130,00
MEmbros da FEBRAPSI R$ 150,00
Outros Profissionais R$180,00
VAGAS LIMITADAS

Confira a programação:


sexta-feira, 24 de abril de 2015

“A PSICANÁLISE DO FUTURO É O BRASIL” (Bonaminio, 2011)

Como não sentir um imenso prazer ao ler essas palavras na introdução de seu livro “Nas margens de mundos infinitos...”? A transparência de sua alegria e entusiasmo nas suas visitas ao Brasil contagia e lisonjeia principalmente nossa Sociedade, que fica muito satisfeita em recebê-lo.
Em plena formação psicanalítica, estou sempre refletindo sobre esse processo e sinto-me percorrendo as inumeráveis relações que me compõem. Bonaminio apresenta em suas palavras uma profunda reflexão sobre a angústia associada à insegurança e ao que precederia à primeira relação objetal. Ele diz que ao ver um recém-nascido vê também um cuidador e que isso constitui o indivíduo, ou seja, o par. Assim, penso que a constituição de um psicanalista percorre ora as margens, ora os profundos e ilimitados mergulhos relacionais. Percebo-me sendo constituída por minhas relações de análise, supervisão e instituição, além das infinidades que carrego em meu ser. Dessa forma, sinto nesse momento que precede à sua vinda, o mesmo entusiasmo que ele, sendo grandiosa pessoa, expressa na sua verdade. Estamos gestando de forma imaginativa sua vinda, com a esperança de organizarmos um encontro fértil e criativo. Aguardamos sua presença com o objetivo de que, com a sua condição interna, possa nos ajudar com elaborações pertinentes, sendo estas a essência do nosso processo de formação psicanalítica.

Raquel Siminati
Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da SBPRP

Bibliografia:
BONAMINIO, V. (2011) Nas margens de mundos infinitos... A presença do analista no espaço transicional em uma perspectiva contemporânea do pensamento de Winnicott. Rio de Janeiro: Imago.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

Cinema & Psicanálise Ribeirão Preto no Instituto Figueiredo Ferraz

Sábado dia 25/04/2015, às 14h30

Filme: “Hanami – Cerejeiras em Flor”, com comentários do Dr. Paulo de Moraes M. Ribeiro

O ingresso tem valor único R$ 25,00 por pessoas e as vagas são limitadas – inscrições na 

SBPRP - 36237585

Reflexões sobre o florescer das cerejeiras

Dizem que o número sete tem um caráter místico repleto de simbologia, que está presente tanto na filosofia quanto na literatura sagrada, cujo conteúdo refere-se à transformação e criação. Acreditando ou não nestes conceitos, após seu período de férias de verão, o Cinema e Psicanálise de Franca inicia o sétimo ano de existência, com a proposta de abordar tanto as reflexões quanto o sentir que a sétima arte nos traz.
É providencial o filme que será apresentado neste sábado (dia 14), o qual trará um pensar sobre a essência e o sentido que podemos estar atribuindo para nossas vidas. “Hanami: Cerejeiras em flor” é uma obra de arte em movimento. Numa co-produção da Alemanha e França, com a escolha do Japão, a terra do sol nascente, como pano de fundo de uma história com riqueza de elementos simbólicos e afetivos.
A película fala sobre a velhice, a solidão e a morte, mas refere-se principalmente à esperança de um recomeço e à ousadia diante da busca de realização dos próprios sonhos. Nossa aclamada Clarice Lispector, com toda a sensibilidade que lhe cabe em “Agua Viva”, diz assim: “Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada. (...) À duração de minha existência dou uma significação oculta que me ultrapassa”. p.22.
Este filme comporta um ensinamento, do quanto é valioso vivermos o tempo atual com intensidade e verdade, usufruindo de cada momento cabível, antes de seu término. Faz-nos pensar sobre a passagem do tempo e de que forma estamos conduzindo nossos vínculos essenciais. Alerta para a indiferença entre as pessoas, a falta de intimidade, o endurecimento das relações e a indisponibilidade ao outro.
Há neste sensível roteiro alguns elementos carregados de metáforas, como por exemplo, a flor da cerejeira, que traz a representação da feminilidade, amor, felicidade, renovação e esperança. Esta flor já era profundamente apreciada desde os primórdios da época dos Samurais, e referia-se à transitoriedade e efemeridade da vida, pelo pouco tempo em que a cerejeira ficava florida. Assim sendo, a palavra Hanami diz respeito ao ato de contemplação das cerejeiras em flor, na medida em que o início da floração destas árvores acontece como demarcação do término do inverno e a chegada da primavera, conduzindo à reflexão sobre a concepção do final de um ciclo e início de outro mais fértil e luminoso.
Outra conotação simbólica é a presença da dança típica oriental, o Butô, que surgiu no Japão pós-guerra no final dos anos 50. Sem técnica específica e padrões convencionais, expressa aquilo que não necessita ser previamente coreografado, buscando a expressão verdadeira do que há no espírito do dançarino. É quase que uma filosofia de liberdade e espontaneidade, onde os movimentos compassados possam emergir segundo sua própria vontade.
A associação da história com a fotografia belíssima, somada a estes aspectos de representação abstrata, fazem de “Hanami” uma possibilidade de entrarmos em contato com nosso mundo interno a ponto de formularmos questionamentos valiosos, tais quais:
O quanto vivemos em automatização de sentidos e afazeres durante nossa existência, ocasionada pelo comodismo e pelos receios que nos tomam e se estendem diariamente?
Qual é a dimensão de nossos cuidados aos vínculos afetivos que temos?
Damo-nos o direito de sermos criativos, inovando e recriando nosso viver?
Para pensarmos sobre estas e tantas outras questões, neste evento do Cinema e Psicanálise teremos a presença e os comentários de Dr. Paulo de Moraes M. Ribeiro, que é Médico, Psicanalista, Membro Efetivo e Analista Didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto. O qual, além de seus conhecimentos e formação profissional extensa, conta com uma sensibilidade tocante que nos envolverá.
Vamos apreciar os presentes que a vida nos traz, e permitirmos nos embalar pela poesia de “Cerejeiras em Flor”. Oportunidade para reflexões sobre as relações entre pais e filhos, a passagem do tempo, a solidão, e a coragem diante da realização de nossos sonhos. Fica aqui o meu convite: não vamos deixar que o tempo passe sem esta chance de estarmos juntos no sábado, para um grande momento de reencontro após este tempo de férias, diante de um filme que não é simplesmente para ser visto, mas para ser sentido com a alma.

Ana Regina Morandini Caldeira
Psicóloga e Psicanalista

quarta-feira, 15 de abril de 2015

“SONHAÇÕES”
Evento Preparatório para o Congresso Brasileiro de Psicanálise SONHO/ATO: A Representação e seus Limites.
12 e 13 junho 2015
Local Hotel Stream Palace - Ribeirão Preto

Conheça os palestrantes:

Sergio Lewkowicz
Psiquiatra, Psicanalista
Membro Efetivo, Analista Didata, Ex-Presidente e Ex-Diretor do Instituto da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA)
Ex-diretor científico da Federação Psicanalítica da América Latina (FEPAL)
Apresentação da palestra: Ato/Sonho/Experiência Estética





Maria Aparecida Sidericoudes Polacchini
Psicanalista
Membro Efetivo, Analista Didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto (SBPRP)
Ex-Diretora do Instituto de Psicanálise da SBPRP
Ex-co-editora da Bergasse 19, revista oficial da SBPRP
Além da dedicação à psicanálise clínica, Maria Aparecida exerce função didática na coordenação de seminários teóricos e clínicos no Instituto da SBPRP, coordena o Grupo de Estudos da obra de Melanie Klein na SBPRP, onde também ministra o Curso de Mitologia Grega aos membros da mesma instituição.
Apresentação da palestra: Palavras Cantadas das Musas e Palavras Intuídas pelo  Analista: uma aproximação


Miguel Marques
Psicanalista
Membro Efetivo, Analista Didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto (SBPRP)
Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP)
Miguel Marques dedica-se à psicanálise clínica nas cidades de Ribeirão Preto e Marília. Exerce função didática na coordenação de seminários teóricos e clínicos no Instituto da SBPRP. Coordena grupos de estudos de psicanálise em Marília e região.
Apresentação da palestra: A Pele da Cobra: Considerações Sobre o Ato de Observação em Psicanálise


Daniel Delouya
Psicanalista
Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
Diretor do Conselho de Coordenação Científica da Federação Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI) da gestão atual e Secretário do Conselho Científico da Febrapsi na gestão anterior.
Estudioso da obra de Freud e Lacan, dedica-se à divulgação da psicanálise ministrando palestras, coordenando grupos de estudo e seminários. Autor de livros como Depressão, estação psique; Epistemopatia (coleção clínica psicanalítica); Entre Moisés e Freud-Tratados de origens e de desilusão do destino; Torções na razão freudiana e Depressão (coleção clínica psicnalítica).
Apresentação da palestra: Limite da Representação, Trabalho em Dupla e a Cultura da Excitação/Atuação

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O Complexo de Édipo e as implicações clínicas nos Transtornos Alimentares 

Maria Auxiliadora B. dos Santos
SBPRP / SBPSP

Nos primórdios da vida, o bebezinho vive a doce crença de que é UNO com a mãe, o que é por algum tempo, acalentada por ela. A mãe saudável, reconhecedora de que seu bebê é fruto da relação amorosa com o pai, gradativamente “apresenta-o” para que o bebê “re-conheça” nele, aquele que limitará seu desejo desmedido pela mãe, cedendo espaço ao novo, ao símbolo, à Cultura.
Abordaremos nesta reunião, as tragédias provenientes de quando a mãe, como Jocasta, faz “vistas-grossas” à verdade: o bebê não é fruto exclusivo seu, mas constitui um outro Ser, originário de um casal, cujo pai foi obliterado em sua função criadora e interditora.
Contudo, a redentora necessidade de conhecer a origem como Édipo, poderá permitir sair da “ilusão de ser UNO com a mãe”, e caminhar rumo à verdade de que a “unidade do Ser é um casal” que originou o bebê, como colocado por W.R. Bion em São Paulo (SBPSP/1978).
Esta, a triangulação possível, quando se possui amor à verdade. O contrário, é a permanência na fusão psicótica com a mãe, mediada eternamente pelo alimento concreto, o que poderá desembocar na arena dos transtornos alimentares.
  
Sugestão de leitura ou filme:
“Édipo Rei”, de Sófocles.


terça-feira, 7 de abril de 2015

VAMOS À OPERA?

A SBPRP e o Teatro Minaz em parceria com Mozart, Wagner, Verdi, Goundi, Purcell, Puccini, Bizet, e contando com o apoio de Freud, Klein e Bion, vem convidá-los para um encontro memorável com a Ópera e a Psicanálise.
É com grande prazer que todos estão sendo aguardados! No final brindaremos a este precioso encontro.

BRAVO!!!!!!! 

"Vida e Morte da Mulher no Universo da ÓPERA"

Data: 10/04/2015
Local: Teatro Minaz
Rua Carlos Chagas, 273
Jd. Paulista
Ribeirão Preto - SP
Horário: 19h30


Maiores informações: www.sbprp.org.br
*** As inscrições estão sendo realizadas diretamente na secretaria da SBPRP até o dia 09/04, e também no dia do evento, no próprio local, caso haja vagas ***

quinta-feira, 2 de abril de 2015

HER

Her é um belíssimo filme do Diretor Spike Jonze, premiado pelo Oscar de 2014 como Melhor Roteiro Original.
Mais que ser traduzido como ‘Ela’, seu título original _ por isso o mantenho _ nos remete a um pronome possessivo, que condensa todo o enredo.
Theodore Twombly (personagem interpretado pelo ator Joaquin Phoenix) trabalha em um site que confecciona cartas manuscritas (com a exata letra do remetente) solicitadas por clientes (que não o conhecem pessoalmente) que desejam ofertá-las a alguém. Manuscritas... Mas pelo computador, já que Theodore não precisa encostar um só dedo no teclado, assim como quase não encosta em algo ou alguém por onde quer que passe.
Todos os dias ele fala _ na redação dessas cartas _ sobre o amor, sobre situações boas e conflitivas do passado, desejos presentes e expectativas para o futuro sem, no entanto, oferecer ouvir-se em suas reflexões sobre essas questões.
Enfrentando um processo de divórcio com Catherine (personagem da atriz Rooney Mara), Theodore passa os dias a seguir uma rotina mecânica, em um grande centro urbano, com milhares de transeuntes, envolto nas brumas da solidão. Solidão esta que tenta ser aplainada no refúgio propagandeado pela tecnologia. Cidadãos circulando, sorrindo para pessoas que não estão ali, e sim, àquelas com quem conversam, remontadas na mente, através do celular que portam. Não há o trazer-se para o ‘aqui e agora’ de forma a se poder des-cobrir quem está à sua frente... olhos nos olhos, um cumprimento qualquer...
Para organizar melhor suas tarefas Theodore adquire um novo software, um sistema operacional que promete ser mais inteligente e personalizado. Ao configurá-lo, ele responde a algumas perguntas como: “Prefere voz de homem ou de mulher”? ... e: “Como era sua relação com sua mãe”?
Escolhe que tenha voz feminina (vivida pela atriz Scarlett Johansson) e esta escolhe nomear-se Samantha (que etimologicamente, em Aramaico, significa: “aquela que tão bem sabe escutar”). Dentro dessa definição, pergunto: “Quem não sonha encontrar um interlocutor que o faça sentir-se acolhido, entendido, compreendido”?
A partir daí Theodore passa a ter uma colaboradora disponível em tempo integral, que não erra, não esquece, dá boas sugestões, faz boas escolhas, além de ser engraçada, afável e... suspira! _ um ato puramente humano, uma ‘respiração com sentimento’. Uma ‘personagem tridimensional’ sem aparecer em cena.
Uma mulher que mais e mais vai sendo construída, não na rede (net) de um sistema, de um aparelho eletrônico, mas sim, na rede afetiva e imaginativa de um aparelho mental, psíquico.
Her nos propõe investigar e questionar quais seriam as novas formas de construção da subjetividade em nossa contemporaneidade.
Como uma propaganda que dizia: “Você nasceu para ser digital”! _ vivemos a intensificação da utilização de aparelhos disciplinares como extensões do próprio corpo: reconstituem ou substituem uma parte perdida deste; ‘armazenam memórias’, organizam o dia a dia; fazem aproximar-se de pessoas que podem estar a milhares de quilômetros de distância... Estendendo-se para além de nossa percepção, passam a orientar também internamente nossas práticas diárias comuns, por meio dessas ‘teias’ (web) invisíveis que, no entanto, nos prendem tão bem.
Nosso imaginário é constituído de mitos que parecem evocar sonhos: de corpos tecnologicamente aperfeiçoados; inteligências artificiais; dissolução entre o orgânico e o inorgânico (vide filme Lucy, 2014 – direção Luc Besson); superação de limites humanos; da ubigüidade dos alcances tecnológicos; da digitalização do self; apontando um desejo de fuga do tempo e do espaço presentes, e de poder manipular a realidade onde se está inserido.
Modelos tecnobiológicos, desencadeando um movimento de ‘naturalização tecnológica da imagem’  _ vide fotoshops; games onde cria-se seu personagem; facebook; sites de papo,... _ favorecem a emersão de um ‘duplo’ cada vez mais em conformidade a seu modelo referente _ o ser humano _ inclusive aos seus ‘desejos’. “Sou eu, mas não sou eu. É um outro-eu que se serve do meu-eu para funcionar como meu-próprio-eu”!    
Trata-se da questão do visível e do oculto celebrando o prazer da possibilidade da construção virtual de ‘um outro-corpo’, um ‘outro-eu’, o ‘corpo duplo’... ‘Como se’ assim houvesse a sensação da obtenção do controle de seu próprio corpo, de manipular outrem e dominar o desconhecido que há em si.
Jonze, para nos trazer tantas questões que nos constroem enquanto humanos, em nossas relações, usa como fio condutor os recursos tecnológicos que temos eleito. Estes trazem a crença: nos poderes ilimitados, que aproximarão do prazer e afastarão do desprazer...
E nos faz nascer... Samantha!... Não só um software, mas um objeto de amor a Theodore.
O amor entre um homem tão robotizado em suas atitudes e uma máquina que parece humanizar-se em modalidades de voz delineadas no medo, insegurança, alegria, indiferença,...
Samantha, como uma mãe, vai ‘dando voz’ aos desejos de completude, de querer conhecer, de Theodore, nomeando seus sentimentos e reassegurando-lhe o valor do que sente, sendo-lhe quase um espelho.
Como Theodore, no começo do filme, dá voz aos sentimentos daqueles que buscam seu serviço, utilizando palavras colocadas adequadamente que, no entanto, não têm o ‘lastro’ dos afetos verdadeiros.
Theodore vive a experiência do retorno ao ‘Paraíso Perdido’, um dia provado em sua relação com sua mãe, enquanto bebê: “Era apenas você e eu. Tudo o mais simplesmente desapareceu. E eu adorei isso”!!!
Mas vai perceber com a passagem do tempo que, como em qualquer relação, é difícil entender e assimilar os sentimentos e vontades do outro, mesmo sendo este um ‘ser’ virtual.
Às vezes colocamos a intimidade que buscamos, para além do arco íris... Enquanto podíamos achá-la tão perto...
E ela, também se decompõe, em várias cores e... nem todas são rosa!
Her nos ensina que somos seres viciados por tecnologia, mas... ainda tão cheios de amor por bilhetes escritos verdadeiramente à mão!

Patrícia Rodella de Andrade Tittoto

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