sexta-feira, 29 de julho de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB: 61431


Boa tarde, pessoal!

Hoje vamos dar continuidade ao tema Limites e Individualidade, mas sob outra vertente. Tomamos como base o texto da Dra. Celmy de A. A. Quilelli Correa, que aborda Limites do indivíduo na psicanálise.  

Mas o que será que ela quer dizer com isto?

A começar que para a Psicanálise, como reforçado no texto, o sujeito por si só já é um ser dividido e os psicanalistas já tem que em seu cotidiano conviver com mensagens caóticas e a absorção de códigos culturais malversados, por exemplo.

Vejam o que ela diz:

“Difícil abordar limites para a individualidade quando o ser da psicanalise é por princípio um ser dividido. Inconsciente-consciente, dentro-fora, profundo-superficial são categorias psicanalíticas que tentam alcançar o mistério da condição humana oferecendo-nos um conceito que nos permite pensar a subjetividade envolta numa membrana psíquica. Considerar como corolário de suas rupturas a emissão de mensagens caóticas, a absorção de códigos culturais malversados, assim como patologias na própria pele, hipertrofiando-a e manchando-a, fazem parte do cotidiano dos psicanalistas.

Quando Freud (1920) postulou a pulsão primeira, pura intensidade e dispersão, concebeu também um escudo protetor que atenderia a função de absorver os estímulos excessivos. Criou-se um estatuto metapsicologico a função materna, como constitutivo de nossa subjetividade e, através identificações, a mais forte evidencia do outro em nos. Essa noção de que somos seres caóticos necessitados desse envoltório
para podermos ser, assim como mergulhar no mundo humano, veio somar-se ao conceito inicial de narcisismo e arrolar desdobramentos. Autores vieram para trabalhar as patologias da fronteira nomeando-as “eu-pele”, “segunda pele”, distrofias da função continente-contido, do self-nuclear, apresentações de falso-self.

Em momentos de escolha de lideres, por exemplo, a temática da identificação e essencial. Expressão inicial tanto de ternura como do desejo de afastamento, para caracteriza-la Freud usou o símile dos porcos-espinhos de Schopenhauer, que procuram descobrir uma distancia intermediaria na qual possam tolerar a coexistência, definindo que e a empatia (Einfuhling) o mecanismo pelo qual compreendemos o que e nosso no outro, e o que dos outros é inerentemente estranho ao nosso ego. O líder esta entre aqueles que terão a condição de uma identificação empática: perceber os ideais comuns, mas também aquilo que nos diferencia, fazendo respeitar as diferenças sem nos afogarmos nas filigranas narcísicas.

Seguindo a fronteira, margeando os corpos subjetivos, o poeta mais uma vez fala melhor sobre o paradoxo: “... o mais profundo é a pele”. (Paul Valery apud Deleuze, 1974.)


E você o que acha? Deixe seu comentário e opinião em nosso blog ou facebook.

Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! Acesse o website do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise e se inscreva!

Fonte: Febrapsi Notícias.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB:61431


 Boa noite, pessoal!

Esta semana vamos abordar o tema “Limites” com relação ao indivíduo. Segundo o Psicanalista, Membro Efetivo e Associado da Sociedade Brasileira de Psicanalise de Ribeirao Preto (SBPRP), Pedro Paulo Ortolan, “não só as perturbações no processo de individuação, mas também as peculiaridades dos valores e normas vigentes numa determinada civilização podem afetar as vicissitudes da individualidade”.

Acompanhe o que ele diz:

“Penso que o tema principal do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanalise, “Limites: Prazer – Realidade” encontra solido aporte para reflexões no trabalho de Freud “O Mal-estar na Civilização” (1930), que trata mais especificamente da relação do “individuo” – tanto em seu vinculo como em sua oposição – com a cultura.

No texto, ele enfatiza a complexidade desta relação face ao conflito de ambivalência originaria que se manifesta não apenas como um conflito entre o individuo e a civilização, mas também no nível intrapsíquico como um sentimento de ambivalência experimentado pelo ego em relação ao superego, e como expressão da dualidade pulsional própria da natureza humana.

Freud refere-se ainda ao papel paradoxal da civilização, que, tendo como fim manter a coesão do grupo e o bem-estar dos indivíduos que a constituem, inevitavelmente impõe renuncias as satisfações pulsionais individuais (sexuais e agressivas). Lembrando que Freud já havia sugerido anteriormente a divisão dos instintos em instintos do ego (a serviço da preservação da vida e da espécie) e instintos sexuais (atuando para satisfação do individuo), aponta então algumas trilhas pelas quais o homem – sob a incidência do principio do prazer – busca o prazer ou evita o sofrimento: desde a sublimação através da ciência, da arte e da estética passando pelo controle dos impulsos via religião, pela toxicomania, a busca voraz e alucinatória pela satisfação dos desejos... e, por fim, pelo refugio na neurose e na psicose.

Com base nestas formulações, o que podemos dizer sobre os limites da individualidade? No contexto da vida moderna, quais as particularidades desses limites?

A individuação, entendida sob o vértice de uma necessidade imperiosa (um “urge por existir”– Bion) a partir da qual se constitui o sujeito humano, e um processo dinâmico, que acontece na intersecção com o objeto e que vai configurando, ao longo da vida, a individualidade. Individuação implica uma diferenciação tanto extrapsíquica (separação progressiva entre o Eu e o não-Eu) como intrapsíquica (diferenciação funcional das instancias psíquicas Id, Ego e Superego). E pressupõe uma relativa flexibilização da influencia do inconsciente por um lado, bem como das regras e leis da sociedade e dos sentimentos coletivos.

Portanto, não só as perturbações no processo de individuação, mas também as peculiaridades dos valores e normas vigentes numa determinada civilização podem afetar as vicissitudes da individualidade: seja na direção de um “esgarçamento” ou de “retração” de suas fronteiras. Por exemplo, admite-se que nas ultimas décadas a individualidade – que teve inicio na Modernidade –, sob o impacto das características dominantes da cultura atual (perturbando a elaboração das angustias de separação e reforçando os aspectos narcísicos em oposição aos vínculos), vem, progressivamente adquirindo contornos de um crescente “individualismo”.

Bion (em “Cogitations”, 1992), ao propor a existência do conflito entre socialismo e narcisismo (como duas tendências opostas, uma egocêntrica e a outra sócio-cêntrica, que a todo momento podem influenciar grupos de pulsões) no individuo, como alternativa ao conflito entre instintos do ego e instintos sexuais, expande a possibilidade de acompanharmos as nuances do precário equilíbrio que sustenta o individuo em sua relação com a sociedade e as vicissitudes da individualidade”.

E você o que acha? O individualismo vai muito além do processo de individuação?
Deixe seu comentário aqui no blog ou em nossa página do facebook.

Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! Acesse o website do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise e se inscreva!

Fonte: Febrapsi Notícias.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB: 61431
 


Boa tarde, pessoal!

Dando continuidade ao nosso cronograma, vamos postar hoje um artigo sobre comportamento. Há algum tempo foi publicado na Revista Istoé uma matéria que abordava a influência de Comédias Românticas no comportamento das mulheres, e vejam só, não percebemos, mas geralmente nos deixamos influenciar. Toda mulher quer viver, hoje, um romance de cinema.

Segundo a jornalista Carina Rabelo, a moça inteligente, com humor afiado e um tanto desprovida de vaidade, está estabilizada profissionalmente, mas continua solteira. Até que, como num passe de mágica, encontra sua alma gêmea. Um homem charmoso, íntegro, disputado pelas mulheres e que cai de amores por ela à primeira vista. Nas comédias românticas, quando o cosmos entra em ação, não é necessário esforço, apenas a sorte de estar no lugar certo, na hora certa. Basta não discutir com os deuses e deixar que os olhares e a sintonia de pensamentos fluam. Essas produções atraem milhões de espectadores ao cinema, que saem das salas de projeção enlevados, certos de que é possível viver histórias de amor como a que acabaram de assistir. Pesquisadores escoceses comprovaram que tais devaneios só prejudicam os relacionamentos do outro lado da tela.

De acordo com a pesquisa, quem assiste estes filmes acredita em relacionamentos com 100% de romance, intimidade física e paixão e na vida real, não aprende a conviver com crises que esfriam a relação e exigem paciência com o parceiro, por exemplo.

Para analisar a influência do cinema na construção dos conceitos de amor entre os jovens, os psicólogos Bjarne Holmes e Kimberly Johnson, da Heriot- Watt University, na Escócia, avaliaram as 40 comédias românticas hollywoodianas de maior sucesso de bilheteria no período de 1995 a 2005, com base nas opiniões de 295 estudantes universitários. O estudo, divulgado recentemente, concluiu que as produções são mais populares entre as mulheres. Para elas, reforçam crenças do relacionamento predestinado - a tal outra metade da laranja - e a ideia de que o amor prescinde de conversa, pois um apaixonado pode ler o pensamento do outro. "As jovens acreditam que a felicidade será facilmente alcançada e mantida quando encontrarem a pessoa certa. Por isso desistem facilmente de relacionamentos diante das primeiras dificuldades: acreditam que, se há conflitos, não era para ser", diz Holmes. Já os homens pensam ter encontrado a cara-metade quando a química sexual é intensa.
O estudo também mostra que 90% dos entrevistados recorrem ao cinema e 94% à televisão para aprender a lidar com relações amorosas na vida real. É certo que o reforço dos estereótipos dos ideais românticos é alavancado pela força da indústria cinematográfica.

Apesar das restrições que os especialistas fazem a esse gênero, eles defendem a importância das fantasias. "O problema é quando as pessoas tratam a ficção com total descrença ou como verdade absoluta. É fundamental a constante alimentação e desconstrução da fantasia para o processo de amadurecimento do indivíduo", avalia o psicanalista Luis Fernando Gallego, membro da Federação Brasileira de Psicanálise e da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro. Ou seja: um filme é só um filme.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Por Cristiane Sampaio 



Boa tarde, pessoal!

Boas notícias! Interrompo os posts com assuntos gerais novamente para trazer mais informações sobre as atividades do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise. Como vocês já sabem durante o evento será realizado o Congresso Didático, com Working Parties e Seminários Clínicos. Estas atividades são gratuitas e exclusivas para candidatos Febrapsi (exceto uma turma, preenchida também por membros Febrapsi ) que já tenham pago o “Congressão”. As turmas já estão listadas em nosso sistema, aguardando a abertura das inscrições, que se iniciam em 22/07. Clique aqui para checar maiores informações e fazer sua inscrição! Não perca tempo!

Os temas e palestrantes serão:

WP 1 - Métodos Clínicos ComparativosCoordenação: Dres. José Carlos Calich (SPPA) e Elisabeth da Rocha Barros (SBPSP)

WP 2 - A Especificidade da Psicanálise Hoje 
Coordenação: Dres. Ruggero Levy (SPPA), Miguel Calmon Du Pin e Almeida (Rio2) e Elizabeth Chapuy (Sociedad Psicoanalitica de Córdoba)

1 - Discussão de Caso Clínico: Enfoque Freud-Lacan, com a Dra. Maria Elisabeth
Cimenti

2 - Seminário Clínico, com o Dr. Arnaldo Chuster

3 - Seminário Clínico, com o Dr. José Martins Canelas Neto

4 - Seminário Clínico, com o Dr. Luís Carlos Menezes

5 - Seminário Clínico: Microscopia da sessão analítica, com o Dr. Roosevelt Cassorla 


6 - Seminário Clínico, com a Dra. Telma Barros

Os dois Grupos de Trabalho e os seis Seminários Clínicos serão realizados no Centro de Convenções do Stream Hotel, em Ribeirão Preto, durante os dias 7 e 8 de Setembro. Tais eventos buscam contemplar as mais importantes linhas teóricas convidando colegas experientes e de diferentes orientações teóricas para conduzirem estes clínicos.

Então pessoal quem quiser participar deve ficar atento, pois as vagas são limitadas e as inscrições serão realizadas exclusivamente através do site da Febrapsi, a partir das 8 da manhã do dia 22 de Julho. Clique aqui para conferir as regras de inscrição e participar!

No Centro de Convenções de Ribeirão Preto, dentro da sala ONIX, todos participantes ainda vão ter a oportunidade de conferir sete Painéis Temáticos, uma Reflexão e um Diálogo Psicanalítico, todos focados nos temas referentes à Formação Psicanalítica.

Ainda não se inscreveu para o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise? Ainda esta em tempo de participar. Clique aqui e se inscreva!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB: 61431


Boa tarde, pessoal!

Fugindo um pouco de nosso cronograma, hoje trazemos aqui mais algumas informações sobre eventos culturais do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise e um pouco da história sobre os locais históricos aonde vão se realizar. Se preparem porque esta edição está recheada de eventos imperdíveis!

A abertura do Congresso será realizada no Theatro Pedro II, um patrimônio histórico da cidade de Ribeirão Preto. O Pedro II é um teatro de ópera, construído em 1930, com capacidade para 1588 lugares. Um marco em sua história foi o incêndio ocorrido em 1980, o que exigiu das autoridades municipais providências para tombamento (em 1982) e restauração (início em 1991). Em 1996 o Theatro foi reinaugurado e desde então abriga espetáculos de música, dança e teatro, o que o faz ser um dos mais importantes espaços de cultura do Estado de São Paulo. Seu teto sofreu reconfiguração modernista, formando um maravilhoso conjunto com o todo clássico.


Obra da consagrada artista plástica Tomie Ohtake

Na sessão de abertura do Congresso haverá a apresentação da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, também um patrimônio cultural da cidade. Fundada em 1938 pelo alemão Marx Bartsch, a OSRP tem uma longa história de dedicação à música. A orquestra foi regida por maestros renomados, entre eles: Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Filipe Lee, Spartaco Rossi, Roberto Minczuck, Ricardo Kaniji, João Carlos Marins e Günter Neuhold. Atualmente a orquestra é regida pelo Maestro Cláudio Cruz, ganhador do “Grammy Latino” em 2002 e 2006.

 OSRP

Já o Coquetel de boas-vindas a vocês, colegas participantes do evento, será realizado logo após a apresentação da Orquestra Sinfônica, no Hotel Palace, localizado ao lado do Theatro Pedro II. O Hotel faz parte do chamado “Quarteirão Paulista”, um conjunto de construções das décadas 1920 e 1930, época áurea dos barões do café. O prédio do antigo Hotel Palace, inaugurado em 1926, foi completamente restaurado e, em breve, abrigará um Centro Cultural e a Secretaria da Cultura de Ribeirão Preto.
 

A idéia de realizar o coquetel de abertura nesse local é parte do
objetivo de apresentar Ribeirão Preto, por intermédio de sua cultura e história, aos colegas psicanalistas de todo o Brasil que virão para o Congresso.

O coquetel será servido pelo Buffet André Ferreira e a decoração será de Dona Flor, ambos profissionais expoentes na cidade, com serviços que primam pela competência e elegância.

Para fechar um ciclo de eventos sócio-culturais o evento ainda realizará um jantar de confraternização, na sexta-feira, dia 9, no salão principal do Stream Palace Hotel (Rua General Osório, 850). O tradicional jantar será servido pelo Buffet Black Tie e a decoração será feita pela Dona Flor. Som e iluminação estarão a cargo do DJ Tigre, profissional de som com competência reconhecida, que certamente contribuirá para que o jantar tenha a animação característica das festas em Ribeirão. Haverá ainda um “plus” na animação com a presença do Tigre Samba, um conjunto de percussionistas que se apresentam juntamente com o DJ. A comissão organizadora está trabalhando para que o jantar (por adesão) seja um momento de muita alegria, descontração e animação para os colegas congressistas, tal como tradicionalmente tem ocorrido em eventos anteriores realizados pela SBPRP.

Bom, é isso pessoal. Já sentiram que o evento terá toda pompa para recebê-los. Estamos ansiosos e esperamos que seja um sucesso, como tradicionalmente o evento vem sendo.

Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! Acesse o website do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise e se inscreva!

Para maiores informações sobre venda de tickets (jantar), horários e locais, por favor encaminhem para congresso@febrapsi.org.br

Fonte: Assessoria Theatro Pedro II

terça-feira, 12 de julho de 2011

 Por Cristiane Sampaio
MTB – 61431




Boa tarde, pessoal!

Como o post anterior fez o maior sucesso entre vocês, resolvemos prolongar a discussão sobre sustentabilidade e trazer mais alguns depoimentos de jornalistas e psicanalistas sobre este assunto, essencial para o conhecimento de todos atualmente.

Hoje, o Brasil e o mundo estão vivenciando uma realidade tão triste como à realidade dos dinossauros de séculos atrás. O ‘tom’ pode ser um pouco catastrófico demais, mas vejam o que o Jornalista André Trigueiro disse sobre isto: “O momento de hoje é comparável ao de 65 milhões de anos atrás quando os dinossauros desapareceram, a Terra ficou sem luz solar e completamente poluída pelos gases tóxicos. Hoje, estamos passando por um momento comparável àquela época: a energia que move o mundo é suja, a produção monumental de lixo e a transgenia irresponsável”.

Segundo Trigueiro, as pessoas estão cada vez mais solitárias e despreocupadas, assim, correm um sério risco de sofrer uma desconexão com a realidade, experimentando uma sensação do vazio. Para ele, o planeta esta correndo sério risco de sofrer um colapso. O narcisismo individual coloca em risco toda a coletividade da Terra. Parece haver uma dificuldade nas pessoas de olharem a realidade como um todo, algo que o conceituado psicanalista britânico W. R. Bion chamou de “social-ismo”, o movimento psíquico em direção ao ‘outro-que-não-eu’, ou seja, neste caso, a coletividade.

Washington Novaes, outro jornalista, ressalta ainda mais esta questão ao apontar as mudanças climáticas e o consumo de recursos naturais como problemas centrais do nosso tempo, que ameaçam a sobrevivência da espécie humana, pois já estamos utilizando mais de 30% dos recursos naturais não renováveis do planeta. Ele afirmou que nosso modo de vida é inadequado.

“Vivemos uma crise do padrão civilizatório. Temos que adequar nosso modo de vida. O Brasil trata muito mal seu solo e sua bacia hidrográfica, descarregando poluentes e doenças por falta de redes de esgoto e tratamento. Ressaltou que os cuidados deveriam ser maiores, porque o Brasil possui 15% a 20% de biodiversidade e 13% da água do planeta. Recomendou que precisamos repensar nossa cultura e nosso modo de viver". Concluiu recorrendo a uma frase de Einstein: ”A nossa melhor possibilidade é uma compreensão simpática da Natureza.”

Onde estará o LIMITE de nossa insanidade “social-ista”?

Pois bem, agora cabe a nós tentar amenizar isso e trabalhar em equipe para amenizar essa realidade. Não devemos brincar com as forças da Natureza.

Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! Acesse o website do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise e se inscreva!

Fonte: Febrapsi Notícias.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Por Cristiane Sampaio
mtb: 61431

Boa noite, pessoal!

Estou de volta e queria em primeiro lugar agradecer a minha colega jornalista, Dayane Malta, que esteve aqui com vocês durante os dois meses que estive fora, e em segundo lugar quero contar as novidades que vem por aí:

O Blog e as nossas redes sociais estão a todo vapor! Mas quem nos acompanha deve ter notado que o website do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise (http://febrapsi.org.br/congresso/) também foi todo reformulado. Ficou mais completo, o pessoal esta de parabéns! Quem não viu, corra para acompanhar as novidades.

Bem, agora estamos na reta final e bem próximos a realização do Congresso, como vocês já estão por dentro da programação, temas e cursos que serão abordados no evento, resolvemos postar aqui nestes últimos meses artigos que interessem as pessoas de uma forma geral, mas que também tragam alguma relação com a Psicanálise. Portanto, hoje vamos iniciar com Psicanálise e Sustentabilidade! Não poderia ter um tema mais atual.

Este tema foi abordado em um evento realizado na cidade do Rio de Janeiro para comemorar os 100 anos de fundação da IPA e pegamos alguns depoimentos do que o pessoal discutiu para mostrar pra vocês a sua relação com a Psicanálise.

Segundo a Psicanalista Eliana Lobo, por muito tempo a psicanálise e os psicanalistas foram considerados “Supervalorizados, vivendo uma pujança sem precedentes, um pouco blasés, voltados para nós mesmos, e assumindo um ‘esplêndido isolamento’ que chegava às raias da ‘belle indiférence’. E as consequências não se fizeram esperar muito: a psicanálise passou a ser vista como alienada, desconectada da realidade e elitista“. Porém, acrescentou: “Vejo que a IPA tem se mostrado atenta e respondido a essas necessidades, criando projetos de filiação direta, flexibilização de parâmetros de formação, sem abrir mão da qualidade, dando apoio financeiro a iniciativas de criação de núcleos em locais nunca antes imaginados.”

A sustentabilidade é um conceito sistêmico, que abrange tudo de uma forma geral, se relaciona com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A idéia de um desenvolvimento sustentável pode ser, atender as necessidades do presente sem prejudicar as possibilidades das gerações futuras de atenderem suas próprias necessidades. E já foi dito pela Dra. Judith Letsche “Como num jargão bem psicanalítico, sugar o seio materno farto e acolhedor, sem esvaziá-lo ou destruí-lo. Se assim não for, nós também seremos destruídos.”

Nos últimos 50 anos, como afirmou o economista Sérgio Besserman, surgiu um fenômeno novo: as agressões ambientais assumiram uma dimensão de fenômeno global e o ecossistema do planeta passou a sofrer com:

1 A desertificação e perda da qualidade do solo
2 O buraco da camada de ozônio (descoberto por acaso)
3 A degradação dos oceanos
4 A escassez de água doce
5 A crise da biodiversidade
6 A mudança climática, que muda nosso tempo de forma grave, porque aumenta os outros cinco fatores e é profunda, porque não é fácil de resolver.


Para ele e acho que para todos nós, tudo que fazemos esquenta o planeta e estamos demorando a agir. Nós temos consciência, mas dificilmente tomamos qualquer atitude. “A humanidade, na verdade, nunca existiu, sempre funcionamos separadamente como clãs. Hoje, todos terão que agir juntos, o que nunca foi feito”, disse Besserman.

A consciência para essa tarefa implica no entendimento de que somos parte do meio ambiente e dependemos da teia da vida de uma forma inimaginável. Somente quando nos situarmos nesse contexto vamos estar à altura dos desafios que temos pela frente.

Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! Acesse o website do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise e se inscreva!

Fontes: www.sustentabilidade.org.br / Febrapsi Notícias.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Por Dayane Malta
MTB - 61585/SP


Boa tarde amigos!

Para fechar a semana, convidamos o Dr. Luiz Fernando Gallego membro da SBPRJ (Sociedade Brasileira Psicanálise do Rio de Janeiro) e vice-presidente da Associação de Críticos de Cinema do RJ, para fazer sua reflexão sobre o tema Cinema e Psicanálise. Vejam o que ele disse:

No livro “O Conflito das Interpretações” (1969) de Paul Ricoeur, há o conceito de limite em Kant, que não se refere a uma limitação exterior, mas a função de vaidade intrínseca de uma teoria; Ricoeur valida o pensamento de Freud sobre a criação artística como limitada por aquilo mesmo que o justifica: reconhecer nos fenômenos da cultura o que recai sob a economia do desejo e das resistências.

Segundo o Dr. Gallego, tal limitação não conduz a um termo, e sim a um liminar, e os psicanalistas não limitaram sua disciplina, mas nela descobriram razões para ampliar limites atingidos. Analogamente, Heinz Kohut via como artista aquele capaz de ampliar o domínio do belo para além dos limites já reconhecidos.

“Ricoeur diz que a psicanálise ampliou seus limites ao passar de uma bobagem redutora (desmascarar o reprimido e o repressor para desvelar o que haveria por trás das mascaras) para uma segunda leitura dos fenômenos da cultura ao atentar para o significante que presentifica as fantasias e as recria como realidade  de grau estético: a obra de arte fica à frente do próprio artista, bem mais do que o sintoma regressivo de conflitos não resolvidos ao promover  significações, novas, mobilizando energias antes investidas em figuras arcaicas – o verdadeiro sentido de sublimação,” diz.

Para Kohut, a arte propicia solução substitutiva para os conflitos estruturais, oferecendo ao psiquismo uma forma de regressão apenas temporária e controlada, proporcionando a vivência transicional para modalidades primitivas de funcionamento mental.

"Podemos dizer então que a experiência emocional de acompanhar um filme permitiria a catarse de impulsos arcaicos deslocados para o que se passa na tela e, ao mesmo tempo, ter a sensação de controle egoico sobre o que se vê. Tal experiência estética é um jogo de divertida superação de ameaças ligadas a ansiedades precoces. A identificação do espectador com a diegese do filme, do qual também se sabe separado, atende à realização do desejo de evitar angústias infantis ligadas à realidade psíquica (desintegração, perda do sentido de coesão), pois como adultos estaremos mais à vontade no mundo das palavras, conceitos e imagens, capazes de compreender a regularidade de forma nos filmes que tem começo e fim em um sistema organizado de imagens. O desafio atual é tentar compreender manifestações midiáticas como reality shows equivalentes a uma forma concreta regressiva de dessublimação," afirma.

Gostou e quer saber mais?
Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! Na próxima semana, mais novidades sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.

DICA: Visite também o site Cinema & Psicanálise, o grupo se realiza mensalmente apresentações de filmes, que em seguida são comentados por psicanalistas membros da SBPRP. É um encontro descontraído e super interessante para os amantes da Sétima Arte. Participe!

Aproveito para me despedir, pois termino aqui minha jornada e minha colega jornalista, Cristiane Sampaio, volta a assumir o blog.  Agradeço pela oportunidade e nos vemos no Congresso! Até breve!

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