quarta-feira, 29 de julho de 2015

quarta-feira, 22 de julho de 2015


quarta-feira, 15 de julho de 2015



Assinaturas

Assinatura Anual
(compreendendo 2 exemplares)
R$ 120,00

Números Avulsos
R$ 60,00

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sexta-feira, 10 de julho de 2015


Resumos dos artigos publicados no Vol. V. Nº 2 da Berggasse 19
“Humor, Verdade e Psicanálise”

Estamos perdendo o humor? Um breve ensaio psicanalítico sobre a complexidade do riso
Arnaldo Chuster, Rio de Janeiro
Resumo: O autor parte da observação de um fato cotidiano registrado no saguão de um aeroporto e faz uma pergunta: estamos perdendo o humor? Desenvolve a partir daí uma série de reflexões sobre as facetas do humor, exemplificando com o próprio, procurando mostrar sua complexidade e sua relação com a cultura através de vários vértices. Finalmente, procura mostrar que, em última instância, as manifestações de humor se referem ao complexo de Édipo.
Palavras-chave: humor, complexidade, cultura, complexo de Édipo.

Humores: pensamentos sonhos Uma livre adaptação do Capítulo 27 de O sonho, de W. R. Bion
Antonio Sapienza, São Paulo | Paulo de Moraes Mendonça Ribeiro, Ribeirão Preto
Resumo: Os autores propõem uma livre-adaptação de um trecho do livro Uma memória do Futuro, de W. R. Bion, a fim de estimular no leitor elementos oníricos para um exercício ativo de reflexão sobre funções psicanalíticas. Os personagens do texto foram trabalhados para estimular associações livres - sonhos - com objetos internos e/ou dimensões inconscientes do leitor, buscando contato fértil com diferentes vértices de observação da realidade psíquica.
Palavras-chave: Uma Memória do Futuro, realidade psíquica, objetos internos, dimensões mentais, psicanálise

Reflexões sobre o humor e a verdade no espetáculo: do que rimos nós hoje?
Eugênio Bucci, São Paulo
Resumo: A presente conferência procura refletir sobre a relação entre o sujeito e as ofertas dos programas humorísticos disponíveis, na vasta indústria do entretenimento. Nesse percurso, tento estabelecer uma aproximação especulativa entre a ideia lacaniana de “estádio do espelho” e o conceito freudiano de unheimlich, de tal forma que o estranho e o familiar se cruzam, produzindo choques e complementaridades. A partir daí, cenas de humorísticos e de programas de auditório brasileiros serão lembrados e comentados.
Palavras-chave: televisão, humor, estádio do espelho, unheimlich, riso.

Cartum e humor, ou Lorax
Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues (LOR), Belo Horizonte
Resumo: O humor é uma necessidade psíquica que pode ser buscada de diversas formas, entre elas o cartum, ou desenho de humor. O humor pode ser alcançado pelos cartunistas, ao desenharem seus cartuns, e pelos expectadores, ao contemplarem os cartuns realizados. Alguns dos significados psicológicos e sociais do humor são discutidos no presente texto. Apesar de populares, os cartuns são pouco conhecidos em suas diversas especialidades que apresentam grandes diferenças no modo de criação, no público-alvo e no seu conteúdo ideológico. O processo relativamente misterioso da criação de um cartum é apresentado, sendo fornecido um exemplo para ser discutido. Em conclusão, acredito que é preciso garantir uma fonte cotidiana de humor na superação de diversas angústias.
Palavras-chave: humor, cartum, arte.

Humor e verdade em Friedrich Nietzsche
Oswaldo Giacoia Junior, São Paulo
Resumo: O texto tem como propósito examinar o papel estratégico desempenhado pelo humor na crítica de Nietzsche à metafísica e à ciência, mostrando como os efeitos do riso e da graça podem ser armas eficientes no combate às pretensões dogmáticas no campo do conhecimento e do agir.
Palavras-chave: arte, metafísica, ciência, leveza, humor, gravidade.

O eco do riso: a comédia mediterrânea na cultura ocidental
Marisa Giannecchini Gonçalves de Souza, Ribeirão Preto
Resumo: A matriz do teatro clássico está estreitamente ligada à comédia. Em busca de revisitá-la, em invariantes e variáveis, tece-se um caminho, do Mediterrâneo aos autores modernos e contemporâneos, em permanente interlocução. De Aristófanes, Plauto e Terêncio a um recorte que contempla Molière, Ariano Suassuna e Millôr Fernandes, instala-se, para além do gênero teatral, um modo de ler a comédia humana até o presente. Entre ecos e risos, Umberto Eco ata as duas pontas da história e da vida.
Palavras-chave: comédia, riso, ecos, signos do espetáculo.

Estados autistas: desenhos do paciente, traços e formas a serem resgatados. Desenhos do analista, recurso técnico para a interpretação gráfica
Alicia Beatriz Dorado de Lisondo, Campinas
Resumo: Neste trabalho, foco a importância do desenho com pacientes com Transtornos Globais no Desenvolvimento Emocional (TGD). De maneira geral, este vasto conjunto abarca os seres que fracassaram na construção de uma noção de si próprios e do objeto humano. O paciente pode dar forma através do grafismo a vivências primitivas que ainda não puderam alcançar o umbral do símbolo, a narrativa verbal e o sonho. Nos TGDs, o analista pode desenhar, além de verbalizar a interpretação, como valioso recurso técnico. O desenho reclama (Alvarez, 1992) e conclama a atenção numa possível atividade compartilhada. A interpretação gráfica permite a expressão do objeto analítico e facilita novos níveis de compreensão. A folha pode vir a ser o cenário potencial de um espaço transicional. Num voo histórico, Freud, Klein, Winnicott e Bion são revisitados para iluminar o sentido dos traços e formas nas suas obras. Uma vinheta clínica ilustra a importância dos traços e formas no processo analítico.
Palavras-chave: estados autistas, linguagem gráfica, interpretação gráfica.

Transbordando o limite: a Verwerfung e a Verleugnung na clínica borderline
Regina Lúcia Braga Mota, Brasília
Resumo: A partir da clínica, a autora destaca como os mecanismos da Verwerfung e da Verleugnung aparecem tanto no discurso quanto nos actings transferenciais na patologia borderline. O transbordamento da fronteira para a neurose, psicose e perversão é evidenciado pelas manifestações observadas na clínica, podendo aparecer subitamente dentro de uma sessão de análise. O estudo dos fenômenos encontrados inclui ideias de Freud, Bion, Green e Lacan, entre outros autores.
 Palavras-chave: Verwerfung; foraclusão; Verleugnung; renegação; clínica borderline

A mulher, terra incógnita – Considerações psicanalíticas sobre a feminilidade a partir de obras cinematográfica e literária
Marly Terra Verdi, São José do Rio Preto
Resumo: O presente artigo traz o filme O piano (1993) e o livro de Mia Couto Antes de nascer o mundo (2009a), para discutir as questões do feminino. Relaciona como o homem europeu faz ao mesmo tempo a conquista sobre outras terras e outros povos e o domínio sobre as mulheres. Discute, do ponto de vista psicanalítico, esta dominação e as mudanças trazidas pela conquista da liberdade feminina e como agora ambos lutam por estabelecer uma nova forma de relação e de equilíbrio e as dificuldades desta nova conquista.
Palavras-chave: Psicanálise, filme O Piano, Mia Couto, submissão feminina.

Estados de retraimento afetivo: reflexões clínicas inspiradas em “Hugo Cabret”
Débora Agel Mellem, Franca
Resumo: Este trabalho apresenta reflexões sobre a clínica psicanalítica, a partir da análise do filme A invenção de Hugo Cabret. É usada como modelo a situação de seu protagonista, um menino órfão e solitário que busca consertar um autômato, para se pensar na técnica analítica com diversos estados de retraimento afetivo. Seguindo as características dos personagens do filme, são abordados funcionamentos psíquicos desde os mais precários, com aspectos de robotização e um sentimento de inexistência, até estados nos quais na análise é despertada a condição de simbolizar, lidar com a dor psíquica e elaborar lutos. É enfatizada a presença do analista como um objeto vivo que usa sua intuição, firmeza e atividade onírica.
Palavras-chave: Hugo Cabret, clínica psicanalítica, retraimento afetivo, dor psíquica, objeto vivo.


terça-feira, 7 de julho de 2015


Comentários do Filme

SÔNIA MARIA DE GODOY- Psicóloga- membro filiado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto

“Oh, Deus! Possa eu estar vivo quando morrer! ”
 Donald Winnicott, psicanalista britânico, assim se manifestou para mostrar seu enorme interesse por experiências que lhe trouxessem novos conhecimentos. Pessoa descrita como essencialmente feliz por sua esposa Claire, procurou expressar nesta frase seu desejo de poder continuar interessado em aprender até o momento de deixar a vida.
Atualmente existe um forte movimento em nossa sociedade no sentido de aceitar mudanças na atribuição de funções para nós, seres humanos que alcançamos idades mais longevas do que nossos antepassados. As descobertas científicas e tecnológicas que nos proporcionam maior qualidade de vida têm ao mesmo tempo nos dado a chance de experimentarmos novos comportamentos. A plasticidade cerebral, a regeneração de sinapses neuronais  e  outras  descobertas científicas  fazem cair por terra ideias preconceituosas sobre aprendizados nesta “nova idade”. Hoje questionamos se  avós e avôs teriam sido mesmo determinados apenas para cuidarem dos netos, ou mesmo descansarem, como um compromisso estabelecido e assentado entre gerações.
Se atentarmos para a história da humanidade com olhar mais acurado, perceberemos que muitos já tinham rompido com os “tabus da velhice” anteriormente. Lembro aqui Sigmund Freud, que mais e melhor produziu em seus anos maduros, apesar das perdas e lutos que sofreu em vida. Fernanda Montenegro, que aos 85  continua sendo das mais prestigiadas atrizes brasileiras, tendo ganhado o Emmy Internacional em 2013.  Chico Buarque, que  chegado aos 70 começa a namorar a cantora ruiva Thaís Gulin e nos oferece sua leitura do tempo sem tempo que é o do amor, na deliciosa música  Essa pequena : “meu tempo é curto/ o tempo dela sobra/ meu cabelo é cinza/ o dela cor de abóbora/ temo que não dure muito/ nossa novela/ mas eu sou tão feliz com ela...”
O filme que o Cinema e Psicanálise de Franca apresenta neste sábado, O exótico hotel Marigold, faz-nos pensar sobre estas e outras questões. Baseia-se no livro  These foolish things, Estas coisas tolas, de Deborah Moggach. O diretor segue à risca a autora, nos apresentando esta capacidade de alguns se redescobrirem nas mínimas coisas. Os personagens vão se deparando com a importância dada às coisas tolas, e aprendendo que elas não valem o esforço feito. As couraças, nas quais todas as idades se prendem, inclusive o jovem par amoroso do filme, aos poucos vão caindo, e suas verdades tão procuradas vão aparecendo. É uma comédia deliciosa, que aborda  a possibilidade de rompermos com o conhecido para experimentarmos o desconhecido dentro e fora de nós, independentemente da idade que tenhamos. Com esta ideia como fio condutor, o filme nos mostra britânicos na  terceira idade que realizam a experiência absolutamente nova de mudar para um país desconhecido, a Índia, deixando para trás filhos, parentes, amigos, abrindo-se à aventura de conhecer novos amigos, amores, parcerias, reconciliando-se com o passado, reencontrando-se consigo mesmos, e até mesmo trabalhando pela primeira vez.
“Tudo sempre dá certo no final! Se ainda não deu certo é por que ainda não chegou ao final! ” Estas as crédulas palavras do personagem indiano, que é dono do hotel Marigold, em Jaipur na Índia, descrito na internet como um excelente e excêntrico hotel para os idosos. A verdade, bem, os novos hóspedes do hotel vão descobrir quando lá chegarem e se acomodarem, enquanto vão se adaptando às novas rotinas, sabores, odores, sons e cores, da Índia: “uma verdadeira explosão sensorial”, conforme palavras de uma das protagonistas da história, Evelyn (Judy Dench).
Como em nossas vidas, entre os personagens desta bela história encontramos variadas formas de pensar e sentir: há os que construíram uma parede entre eles e as novas experiências e rejeitam “mergulhar e descobrir o que existe de belo do outro lado”, conforme conclama Evelyn. Manter-se em estado de nascimento e curiosidade em nossas vidas, descobri-la em plenitude, fazer experiências inéditas, demanda coragem para viver cada fase, respeitadas as diferenças e dificuldades que cada uma delas impõe.
Este é um filme com uma visão esperançosa e humanista sobre a vida, o amor e a morte, e em um de seus diálogos tal reflexão é inevitável.  Ao ser perguntado pela mal-humorada Jean Ainslie (Penelope Wilton), que detesta tudo o que a cerca, mesmo em seu próprio país, “o que o senhor vê neste país que eu não vejo? ” Graham lhe responde: “As luzes, as cores, os sorrisos. O modo das pessoas verem a vida como um privilégio e não como um direito”.
No Cinema e Psicanálise deste sábado a psiquiatra e psicanalista Ana Márcia Vasconcelos Rodrigues estará comentando e conversando sobre este e outros sonhos que o filme possa provocar em nossa plateia fiel. Até lá!

O diretor
Para John Madden, 66, o diretor inglês, “O mundo está envelhecendo. As pessoas vivem mais, a expectativa de vida é cada vez maior. Esta geração cresceu de maneira privilegiada, evitando a experiência da guerra, lidando melhor com a saúde e a doença, o que cria outra experiência de amadurecimento. ”
Esta foi uma das suas motivações para filmar em 2011 O Exótico Hotel Marigold  e recentemente  O Exótico Hotel Marigold II , que acaba de estrear em cinemas do Brasil.  Na Inglaterra foi primeira bilheteria nas três primeiras semanas.
O primeiro filme de Madden - Ethan Frome, um amor para sempre, foi seguido por  Sua Majestade, Mrs. Brown, que recebeu duas indicações ao Oscar.  Embora não tenha muitos filmes no currículo, conquistou mais de 50 prêmios por Shakespeare  Apaixonado, de 1999. Além do Oscar por melhor filme, melhor roteiro original, melhor figurino e melhor direção de arte, e por suas atrizes Gwyneth Paltrow (melhor atriz) e Judy Dench (coadjuvante), ganhou  ainda o Bafta, o Globo de Ouro e  o do Sindicato de Diretores. Capitão Corelli, No Limite da Mentira, Golden Gate  e  A prova são outros títulos por ele assinados. Para a TV britânica produziu  Inspector Morse  e The case-book of Sherlock Holmes entre outros..
Sobre  O exótico Hotel Marigold diz : “Não há nada mais excitante do que mergulhar em uma outra cultura”.(SG)


Publicado no jornal Comércio da Franca do dia 20/06/2015, no Caderno Nossas Letras.

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Acompanhe a chamada para essa sessão, publicada no Jornal Comércia da Franca no dia 19/06/2015 no caderno de Artes:

Ana Márcia Vasconcelos de Paulo Rodrigues- médica psiquiatra e psicanalista de Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto

No próximo dia 20/06, o Cinema e Psicanálise de Franca apresentará o filme “O Exótico Hotel Marigold”. Sua história é sensível, divertida e capaz de nos emocionar. Toca num tema tabu para nossa sociedade atual que é o envelhecimento e suas repercussões. Mas a jovialidade e o humor com que o roteirista e diretor do filme arquitetaram a história, revelam o impacto e a alegria que surgem quando é possível o reencontro do velho e do moço, de forma criativa e complementar.
Nos deleitamos com o esplêndido time de atores que interpretam os personagens dos  sete idosos britânicos que viajam para a Índia, em busca do lugar paradisíaco que escolheram pela Internet, para gozar a paz e harmonia, descanso e recompensa. Mas, o que encontram na realidade, é a vida pulsante, intensa e, muitas vezes caótica, de um país que contêm o antigo e o moderno em constante interação.
 Vemos que mais do que a corajosa aventura como estrangeiros que os “belos e idosos” fazem pela Índia, a verdadeira viagem vai sendo a da descoberta de fatos emocionais essenciais de suas histórias internas, que ficaram perdidos ou congelados, ao longo da vida.
O filme aborda, com leveza e sensibilidade, a capacidade humana para o encontro com a diversidade que há no contato humano e seus costumes, modos de viver e de pensar. A reação de cada um perante o que é novo poderá ser a de paralisar, negar ou resgatar e reconstruir o mundo interno. 
Penso que nesta ousada aventura, há uma busca inconsciente do que há de mais precioso e verdadeiro em cada um, neste momento da vida.
E neste país cheio de paradoxos, contrastes e contradições, torna-se decisiva a capacidade para apreciar a beleza e sentir os prazeres e as dores de uma experiência emocional.
Precisamos da arte e do senso de humor para nos aproximar de fatos dolorosos e universais como as representações da passagem do tempo, do envelhecer e da morte. E a articulação da psicanálise com o cinema, bem como com outras formas de arte, tem sido extremamente rica, ao introduzir uma nova forma de apreender o ser humano.
Sendo assim, o encontro da mente, que não tem idade, com o corpo que sofre as marcas do tempo e envelhece, causa impacto e desencontro e exige um tremendo trabalho psíquico, que foi chamado de envelhescência.
Neste sentido, envelhecer não representa só um momento de perdas, mas pode ser um tempo de maior liberdade para usar potenciais criativos adormecidos, realizar projetos sonhados e, sobretudo, sermos nós mesmos.
O tratamento psicanalítico é um encontro peculiar de inconscientes – qualquer que seja a idade do paciente e do analista – e nele estão em jogo  os desejos e os sonhos, que nunca envelhecem.
Este filme nos dá oportunidade de nos aproximar, sem preconceito e com verdadeira apreciação, do encontro-desencontro das diversas idades que nos constituem, em qualquer fase da vida, sem excluir as peculiaridades de cada uma delas.
 Informes importantes:  É aberto ao público em geral.
Dia 20 de junho, às 15 hs, no anfiteatro da sede campestre do Centro Médico de Franca
Artigo publicado no Jornal Comércio da Franca do dia 19 de Junho de 2015, no Caderno de Artes.

quinta-feira, 2 de julho de 2015




Texto estímulo para a palestra: “Aspectos Borderlines da Personalidade: o Manejo dos Estados Mentais Primitivos” a ser proferida por Paulo de Moraes Ribeiro em 07 de julho de 2015.

No encontro SEMEANDO A PSICANÁLISE do próximo dia 07 de Julho estaremos enfocando um tema muito atual na clínica psicanalítica: os pacientes ditos “borderlines”, ou sob um enfoque mais abrangente, os Estados Mentais Primitivos. Costuma-se dizer que os pacientes “borderlines” de hoje corresponderiam às pacientes histéricas do tempo de Freud, tamanha a prevalência destes fenômenos na clínica atual.

Com um pouco de liberdade, podemos pensar que borderlines somos todos nós, como também bipolares, esquizofrênicos ou neuróticos. Desde que o psicanalista inglês W. R. Bion propôs que todos nós temos, além de uma parte saudável na mente, também uma parte psicótica, houve uma revolução na técnica de trabalho analítico. Atualmente, buscamos uma profunda empatia com nosso analisando para criar uma valiosa ferramenta de trabalho: se pudermos encontrar em nós mesmos os aspectos que nosso analisando está apresentando, certamente estaremos mais próximos dele e poderemos ajudá-lo mais eficientemente. Conhecimento profundo das teorias psicanalíticas, bem como da própria personalidade, são caminhos de acesso às dimensões primitivas da mente humana.

Neste encontro, procuraremos conceituar os aspectos “borderlines” da personalidade, rastreando as raízes desta configuração psíquica, com ênfase nos seus aspectos dinâmicos e em especial no manejo clínico destas dimensões mentais.















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