quarta-feira, 29 de junho de 2016

Venha participar de mais um Terças na Sociedade no dia 05/07.

Local: Rua Ércole Verri, 230 - Jd. Ana Maria - Ribeirão Preto.


Telefone: (16) 3623-7585
Inscrições gratuitas pelo e-mail sbprp.tercas@gmail.com (Vagas Limitadas).




“Na sessão de análise, de que são feitas as interpretações?”

[...] Bion- Seu médico deve ter pensado que o senhor precisava de minha ajuda. O que houve?

Paciente- Como eu poderia saber? Ele não escreveu no bilhete?

Bion- Penso que ele esperava que o senhor mesmo me dissesse. E até agora, o senhor não me disse nada. (Um erro estúpido – percebi antes mesmo de completar a sentença. Recostei-me e aguardei. Ele retribuiu meu olhar com uma expressão imperturbável e aguardou, para ouvir mais. Enquanto isso, pensei que não podíamos simplesmente continuar a ficar sentados em silêncio. Mas não conseguia pensar em nenhuma alternativa. À medida que o tempo passava, senti que ocorria uma mudança e que o encontro estava se deteriorando em uma batalha de vontades. O que será uma “vontade”? Freud disse o que é? Melanie Klein? Abraham? Talvez Ferenczi?”). (Bion, Cogitações, p 374, editora Imago, 2000).
E assim é! “De repente” estamos, assimetricamente, junto a outra pessoa ocupando o lugar do psicoterapeuta: aquele que se propõe a se aproximar da experiência emocional do momento e a colocá-la em palavras. Tarefa árdua! Como chegamos a formular algo para ser dito ao paciente? Que recursos utilizamos? Por que surge uma certa idéia e não uma outra? O que observamos e apreendemos para chegar a construir uma formulação? E quando nada nos ocorre para ser dito?
É sobre essas e outras questões implicadas no nosso ofício que pretendemos pensar e conversar, dificilmente responder, no próximo Semeando, dia 05 de julho...

Sandra Nunes Caseiro (SBPRP)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

CINEMA E PSICANÁLISE RIBEIRÃO PRETO:



Filme: “Homens, Mulheres e Filhos”
Comentários da Sra. Ana Rita Nuti Pontes (Analista Didata da SBPRP).
Local: Instituto Figueiredo Ferraz, à Rua Maestro Ignácio Stábile, 200.
Data e hora: 25/06 (sábado) às 14:30h.
Os ingressos para essa sessão custam R$ 25,00 por pessoa

VAGAS LIMITADAS

Inscrições antecipadas na SBPRP (Rua Ércole Verri, 230 – Jd. Ana Maria – Ribeirão Preto – fone (16) 3623-7585.

Inscrições no local do filme a partir das 14h (caso ainda tenha vagas).

Leia o também os comentários de Ana Rita Nuti Pontes (analista didata da SBPRP):

Homens Mulheres e filhos

Homens mulheres e filhos é um filme de 2014 que toca em pontos que nos fazem identificar facilmente com as mazelas atuais em que a internet e toda parafernália tecnológica causam nas nossas vidas. Acabamos de nos debruçar sob estas questões na ultima Bienal de Psicanálise e Cultura em Maio passado.
O ponto central do filme é como a Internet, através de seus múltiplos meios, influencia a vida das pessoas. O Diretor do filme, o canadense Jason Reitman, o mesmo que fez June, mostra as experiências de um grupo de adolescentes -nativos da era digital - e de seus pais, envolvidos nesta nova forma de interação social. Adultos, adolescentes e crianças amam, sofrem, se relacionam e compartilham tudo, sempre conectados. A internet é onipresente e, nesta grande rede em que o mundo se transformou, as ideias de sociedade e interação social ganham um novo significado. O filme traz questões como a dificuldade na interação social e familiar, a sexualidade, a cultura do vídeo game, anorexia, a busca pela fama e a proliferação de material ilícito na internet.  É mostrado como cada personagem e cada relação é testada de acordo com os múltiplos caminhos que cada um escolhe. Porém, ninguém é imune a esta enorme mudança social através do celular, tablets e computadores.
         Qual a função da rede? Qual a função das relações virtuais? Este tipo de interação auxilia o indivíduo a aproximar-se de si e conhecer-se melhor ou pelo contrário, cria uma ilusão de proximidade e intimidade que se olharmos mais de perto funcionam como encapsulamentos autísticos?
São estas questões que o filme despertou em mim e espero por vocês para uma boa conversa.

Um cordial abraço,

Ana Rita Nuti Pontes (analista didata SBPRP)









quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cinema & Psicanálise de Franca


terça-feira, 14 de junho de 2016


Junho chegou!

Com ele, a XVI Feira do Livro de Ribeirão Preto – que acontecerá entre os dias 11 e 19 – brindada com a participação de colegas nossos levando à comunidade, em gosto apurado, o sabor singular de se viver psicanálise.
Teremos a sensibilidade da leitura sendo modalizada no ajustamento entre:

Ana Claudia Gonçalves Ribeiro de Almeida
Denise Lopes Rosado Antônio
José Cesário Francisco Junior
Silvana Maria Bonini Vassimon

Dia 15, quarta-feira, às 19:00h, no Auditório da Biblioteca Padre Euclides, eles nos oferecerão a mesa farta intitulada: Sonhos Compartilhados: o Autor e o Leitor, onde recriarão em boa conversa e própria pulsação, as palavras talhadas por Gabriel Garcia Marquez (autor homenageado no evento) em seu conto: O Afogado mais bonito do Mundo 
                            
Contamos com a participação de todos!
Será uma imensa alegria encontrá-los em pura estesia neste evento!
Vocês também são as vozes que acompanham nossos colegas!
Patrícia Rodella de Andrade Tittoto, por Diretoria de Cultura e Comunidade. 

Leia também o texto de Gabriel García Márquez:


quinta-feira, 2 de junho de 2016



A criança hoje e seus novos desafios


As crianças estão em um mundo moderno, cercadas pelas facilidades da tecnologia, porém, o sentir está ligado as mais antigas e primitivas sensações, que adquirem sentido e significado no contato verdadeiro com mentes amadurecidas, que lhes deem continência e possibilidade de realizar seus próprios significados, constituindo assim seu universo psíquico, gerador de símbolos, base para o pensar.
Que condições estão tendo para isso? No mundo da instantaneidade nas relações humanas, nas mudanças e instabilidade dos núcleos familiares, no encurtamento da maternagem e da infância, nas comunicações, estreitando-se cada vez mais tempo e espaço... o que esse fenômeno vem gerando em nossas crianças e como sobreviver psiquicamente em meio a isso tudo?
As crianças têm chegado cada vez mais novas aos nossos consultórios, exigindo a construção de um setting (formal e psíquico) que possibilite o desenvolvimento do trabalho psicanalítico. Este também tem sido um desafio à psicanálise que vêm estimulando a expansão da sua teoria e técnica.
Pretendo neste encontro abordar estas e outras questões, compartilhando minhas observações e reflexões, a partir de minhas vivências no atendimento de meus pequenos pacientes em ludoterapia.
Recomendação de leitura: o artigo da psicanalista francesa, Florence Guignard, “Reflexões de uma psicanalista sobre a criança na sociedade ocidental de hoje”, publicado pela Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, v. 18, nº 2, p. 255-276, agosto 2011.

Guiomar Papa de Morais

Psicanalista, membro efetivo SBPRP

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