quinta-feira, 1 de setembro de 2011


Por Cristiane Sampaio
Mtb.61.431


Boa noite, pessoal!

Hoje, levantamos aqui um tema polêmico: quais os LIMITES quando avós precisam cuidar dos netos? Até onde isso é bom para os pais, os avós e as crianças? Veremos agora!

Segundo a matéria publicada no site da Unimed - Rio, a cada dia que passa se torna mais comum a correria e falta de tempo entre as famílias brasileiras, e com isso o fato dos pais recorrerem aos avós para que cuidem de seus filhos.  

 Os pais devem estar atentos, pois criança saudável é criança ativa, alegra e arteira e os avós “normalmente” já possuem certas debilidades físicas, mentais e de tempo para “quebrar o galho e tomar conta dos netinhos”. É essencial ter cautela, segundo a psicanalista Eronides Borges da Fonseca (membro da Sociedade de Psicanálise do Rio de Janeiro), “É importante levar esses fatores em conta para não prejudicar o idoso. Se ele tiver um problema de saúde mais sério, pode ser mais interessante deixar as crianças na escola e na creche, nunca esquecendo de estimular o contato em família sempre que possível".

O convívio em família é sempre bom, saudável, mas tem sempre aquele ditado que diz:
 “Os pais educam e os avós mimam”, alguns cuidados são necessários para que esta seja a melhor opção para todos.
Quanto aos avós, se possuem disposição e energia para acompanhar os netos, ótimo! Neste caso são mesmo as pessoas mais adequadas a cuidar, ensinar e protegê-los. “Os avós devem ficar disponíveis, mas não podem tirar a autonomia da família para evitar conflitos", afirma e alerta: “caso um dos lados ultrapasse este LIMITE o melhor a ser feito é conversar para resolver o problema”, afirmou a Dra. Eronides. Isso nos lembra o que já dizia o velho guerreiro Chacrinha: “quem não comunica se estrumbica”. 
 
Quanto às crianças e adolescentes, fica a dica: Vai existir sempre um conflito de gerações, principalmente quando o assunto é sexualidade. Tente entender o pensamento conservador dos mais velhos e aprenda com eles. Sentar-se ao lado de pessoas idosas é garantia de aprendizado! 

Cabe também aos pais instruir os filhos, segundo Dra. Eronides, "Eles devem instruir os filhos a evitar abordar certos assuntos que possam dar margem a desavenças em família e dar aquele empurrãozinho para que avós e netos descubram as semelhanças que possuem entre si. Entretanto, é importante que isto ocorra de forma natural, sem forçar a barra", diz. Afinal, que criança que não nos ensina nada hoje em dia? Que dirá os adolescentes. Portanto, estejam abertos a novidades e superem estas barreiras!

2 comentários:

  1. Olá a todos!

    Realmente este assunto é polêmico! Toda educação precisa ter limites. Quando a mãe da criança, ou o pai, ou o casal delega a educação da criança aos avós é preciso prudência. Seria interessante que os papéis na família ficassem estabelecidos! O avô não é pai da criança, a avó não é mãe da criança. Respectivamente são avô e avó.

    Este seria o ideal. Porém entre o ideal e o real existe um abismo. E os avós acabam assumindo um papel paternal mesmo a contra-gosto dos pais biológicos. Neste caso entramos em um campo complexo: os pais emocionais. Geralmente quando entramos neste campo começam sérios conflitos familiares: a criança obedece mais aos pais emocionais que os pais biológicos.

    Se os pais não puderem deixar a criança em uma escolinha, é interessente o diálogo franco e sincero com os avós. Entretanto, este diálogo pode correr o risco de ficar apenas no nível teórico.

    Uma avó que foi servera para com a filha quando a mesma era criança poderá querer compensar a neta com excesso de carinho e liberdade. O sentimento de culpa do passado poderá se tornar causa de remissão na figura da neta agora sob seus cuidados. O mesmo pode acontecer com o avô, que foi severo com o filho na infância ou adolescência.

    Como cada ser humano é singular e carrega consigo as marcas de um passado que muitas vezes é presente, há necessidade de os pais biológicos observarem o comportamento do filho em relação a si.

    Estabelecer limites e papéis na família pode ser um caminho para evitar disabores no futuro.

    Flávio Sobreiro
    flaviosobreiro@yahoo.com.br

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  2. Ótimo depoimento Flávio, obrigada por partilhar sua opinião conosco. Contamos sempre com a participação de nossos leitores, assim deixamos cada vez mais rico o material aqui postado.

    Att,

    SBPRP.

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