terça-feira, 28 de junho de 2011

Por Dayane Malta
MTB - 61585/SP

Boa tarde pessoal!

Na última semana, tivemos o prazer de receber em nosso Blog, depoimentos de colegas psicanalistas sobre uma das temáticas do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise. Hoje nós iremos falar de outra atração do evento, a Sessão de Cinema e Psicanálise, que nesta edição apresentará a discussão do filme “Cisne Negro”.

Segundo a Dra. Anette Blaya Luz, diretora científica da Febrapsi e responsável pelo projeto, a idéia de discutir o filme “Cisne Negro” na sessão de Cinema e Psicanálise do Congresso Brasileiro partiu inicialmente do impacto emocional provocado pelo filme, o que pôde ser observado tanto nos analistas que assistiram ao filme, como também na reação dos pacientes que levavam suas impressões para serem conversadas nas sessões de análise.

“Um filme que provoca necessidade de com-versa é por si só interessante para ser exibido e discutido no Cinema e Psicanálise. Além disso, a com-versa que ele provoca é sobre limites entre o interno e o externo, entre a fantasia e a realidade, o alucinado/delirante e o factual. O impacto do filme é tal que a própria platéia entra em estado de dúvida sobre o que é realidade e o que é fantasia: uma vivência de perdas de limites. Considerando-se que o tema central do Congresso é “Limites: prazer↔realidade”, a discussão do filme com tais características é muito apropriada”, diz .

Para a Dra. Anette, outro ponto considerado para a escolha do “Cisne Negro” é que nele apresenta-se, de forma brilhante, a ênfase no drama interno, nos fatos subjetivos, na angústia das personagens, ou seja, focaliza-se a evolução de estados mentais mais do que a sucessão de acontecimentos externos. “O olhar que se volta para o mundo interno, que perscruta as vicissitudes das emoções e que investiga os estados mentais é o olhar característico da Psicanálise”, conclui.


O filme

“Cisne Negro” conta a história de Nina, interpretada por Natalie Portman, uma talentosa bailarina de uma famosa companhia de balé de Nova York e sua mãe, Érica, bailarina precocemente aposentada que incentiva a ambição profissional da filha para realizar-se através da mesma.

O diretor artístico da companhia, Thomas Leroy, decide substituir a primeira bailarina, Beth MacIntyre, na apresentação de abertura da temporada, “O Lago dos Cisnes”, e Nina é sua primeira escolha. Entretanto, surge uma concorrente: uma nova bailarina, Lily, que deixa Leroy impressionado. O “Lago dos Cisnes” requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco, com sua inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa a malícia, a inveja e a sexualidade.

Nina se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco, porém Lily é a própria personificação do Cisne Negro; o desafio de Nina será integrar dentro se si estes aspectos antagônicos de sua personalidade. As duas bailarinas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina, para alcançar seu objetivo de ser a primeira bailarina da companhia, começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, levando à conseqüências que ameaçam destruí-la.


Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! Na próxima semana, mais novidades sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.

DICA: Visite também o site Cinema & Psicanálise, o grupo se realiza mensalmente apresentações de filmes, que em seguida são comentados por psicanalistas membros da SBPRP. É um encontro descontraído e super interessante para os amantes da Sétima Arte. Participe!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Por Dayane Malta
MTB - 61585/SP


Bom dia amigos!

Hoje encerraremos nossa série de depoimentos sobre o tema Cinema e Psicanálise, que terá um espaço privilegiado no XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise. Mas não fiquem decepcionados, pois na próxima semana teremos novidades em nosso Blog.

E para fechar com ‘chave de ouro’, vamos publicar o depoimento do Dr. Sergio Cyrino da Costa, membro da SPPA (Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre). Vejam o que ele falou sobre o tema!

Freud, ao que tudo indica, não era cinéfilo. Talvez não tenha tido tempo nem oportunidade de desfrutar dos efeitos envolventes da sétima arte, porque vivia predominantemente entre suas leituras e sua exaustiva correspondência.

“Não sabemos como reagiria o mestre ao impacto visual de obras como “A Origem”, o muito citado “Matrix”, o milionário “Avatar”, além de clássicos como “Spellbound”. O teatro possui um apelo à imaginação que reside principalmente no texto falado, com que o esforço de atores, direção, cenógrafos e iluminadores tentarão fazer o espectador interagir com a cena, às vezes até participar física e ativamente dela e, sobretudo, defrontar-se com o inesperado daquela “sessão psicanalítica” de corpo presente”, diz Cyrino.

   (Cena do filme Matrix)

Para o psicanalista, como diria Bion, mesmo que o conteúdo seja exatamente os mesmo todos os dias, aquele momento é novo e único, com os objetos psicanalíticos quase fisicamente ao alcance do tato. De maneira semelhante, no cinema o espectador tem uma sucessão de quadros alucinatórios que desenrola diante de seus olhos. “Ele é colocado na posição de sonhante, passivo e impotentemente dominado pelo mundo imaginário, que só se encerra no momento do despertar, do acender das luzes, do abrir dos olhos”, afirma.

Segundo Cyrino, o teatro precisa estimular a imaginação da platéia, o livro nos convida a criar nossas figuras humanas e paisagens a partir do registro de nossas fixações e, ainda, o quadro de uma pintura tem a emoção do apelo pictórico imóvel, a convergência entre a mente do artista e a do admirador, que completa fixamente a obra postada à sua frente num museu, como nos comentou Otto Rank.

“O cinema apresenta a fantasia pronta e em movimento. O sonho é basicamente estruturado numa linguagem visual, que se converte em uma linguagem verbal ao ser lembrando e relatado. Leitura, teatro, pintura, nos convidam a completar com nossa imaginação o que ali está sendo representado. O cinema talvez requeira um tipo especifico de trabalho mental, mais passivo, já que o cenário se apresenta como real, como cidades, pradarias, oceanos, cavernas profundas, ou alucinatórias, como na ficção cientifica. Por outro lado, nossa sensibilidade fica livre para experimentar o medo e a alegria frenética dos fotogramas sucessivos”, diz.

Nos primórdios do cinema, as pessoas fugiam assustadas de um trem em movimento que parecia querer sair da tela; coisa que a tecnologia da terceira dimensão está revivendo.

"Torcemos pelo herói solitário projetado na tela e por nossa projeção idealizada. Regredimos como crianças, pela imitação e identificação, esquecendo, por conta de nossa demanda de prazer, que ali não está o ator, e sim o personagem. Esta confusão entre fantasia e realidade é muito bem descrita no filme “A Rosa Púrpura do Cairo”. Nossos vários egos são visitados a cada ingresso na sala de projeção. O que somos, o que idealizamos, o que ocultamos de nós mesmos e dos outros. Uma ‘sessão de análise’ de algumas horas de duração,” conclui o Dr. Sergio Cyrino.

(Cena do filme “A Rosa Púrpura do Cairo”, 1985)


Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso!Na próxima semana, mais novidades sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.

DICA:
Visite também o site Cinema & Psicanálise, o grupo se realiza mensalmente apresentações de filmes, que em seguida são comentados por psicanalistas membros da SBPRP. É um encontro descontraído e super interessante para os amantes da Sétima Arte. Participe!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Dayane Malta
MTB - 61585/SP

Bom dia pessoal!

Continuando a nossa série especial sobre o Cinema e Psicanálise, hoje convidamos o Dr. Waldemar Zusman, membro da APRio3 (Associação Psicanalítica Rio 3), para fazer sua reflexão a respeito do tema. Espero que gostem!  

Para o Dr. Zusman, um congresso psicanalítico que situa o limite de suas discussões entre o Prazer e a Realidade, abre a todos os seus participantes um enorme campo de observações, uma vez que a Psicanálise ganhou sua condição de ciência ao se mover, e por mover, entre esses dois extremos.

“Quase todo o comportamento humano tenta conciliar a busca do prazer com os limites de uma realidade possível. O que se alcança ao longo deste esforço determina o estágio evolutivo de cada ser humano e suas oscilações. Freud foi o pioneiro dessa investigação. A ele devemos uma nova maneira de entender o homem, levando em conta os processos conscientes, pré-consciente e inconscientes, em suas múltiplas combinações e variadas profundidades,” diz.

As atividades didáticas em que o Dr. Zusman se viu envolvido ao longo do tempo de estudo levaram-lhe a encontrar no cinema cenas que não só exemplificavam o que já havia visto referido nos livros de texto da formação regular, mas também a descobrir, algumas vezes, certos ângulos melhor elucidados.

“O cinema tem uma qualidade essencial inegável: ele permite resumir, num espaço de tempo de aproximadamente duas horas, histórias que, no tempo real, se desdobrariam numa viagem muito mais longa. De um filme, se pode dizer que ele viaja com as velocidades interespaciais, na medida em que extensão de algumas vidas pode ser resumida e compreendida pelos recursos mentais de um bom diretor, que recorre a todos os tipos de cortes necessários, como flashback, por exemplo. Ademais, nada se parece tanto com o funcionamento mental quanto os múltiplos recursos do cinema, com sua fotografia e suas técnicas de edição, capazes de transmitir à platéia, pela representação (muda ou falada), o que se desdobra no tempo de duração da película,” afirma.

Segundo o Dr. Zusman, a esses fatores é que se deve o fato de que um grande número de Sociedades Psicanalíticas promova a projeção de filmes seguida de interpretação e debates, como o faz a SBPRP com o seu Cinema e Psicanálise. Nestes casos, a discrição sigilosa referente ao uso de material clínico em público pode ser substituída pelo trecho de um filme. “Não é raro que os Congressos Psicanalíticos atuais também programem uma sessão de cinema que reúne um bom número de debatedores. Afinal, o cinema e a psicanálise nasceram em épocas muito próximas”, conclui.                                   

Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso  Congresso! E em nosso próximo post, fecharemos nossa série de depoimentos sobre o tema Cinema e Psicanálise. Não deixem de conferir!
 

DICA: Visite também o site Cinema & Psicanálise, o grupo se realiza mensalmente apresentações de filmes, que em seguida são comentados por psicanalistas membros da SBPRP. É um encontro descontraído e super interessante para os amantes da Sétima Arte. Participe!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Por Dayane Malta
MTB - 61585/SP


Bom dia pessoal!

Após semanas apresentando a vocês um pouco da programação científica e social do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise, a partir de hoje iniciaremos uma nova série de depoimentos que abordará outro tema do Congresso, o Cinema e Psicanálise.

Nós conversamos com alguns psicanalistas, que expressaram suas opiniões sobre o assunto. Para começar, trouxemos o depoimento do Dr. Roberto Santoro Almeida, membro da SPRJ (Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro). Vejam o que ele disse:

“No final do século XIX, enquanto Freud edificava as bases da psicanálise, os irmãos Lumière exibiam a um público encantando imagens em movimento projetadas numa tela, fundando o aspecto ritualístico do Cinema. No entanto, os interesses dos irmãos Lumière eram apenas científicos. O cinema como Arte surgiu com o gênio Georges Meliès. Este ex-mágico descobriu que se parasse de rodar uma manivela da câmera, retomando o movimento em seguida, poderia fazer objetos desaparecerem. Partindo deste efeito simples, realizou filmes que assumem a semelhança com os sonhos, na mesma época em que Freud desvendava a linguagem onírica”.

Segundo Almeida, ao longo dos anos, a Psicanálise e o Cinema se desenvolveram em paralelo. Diversos cineastas expandiram a linguagem de sua arte com recursos que apresentam fortes analogias com o trabalho do sonho. “Em 1926, o cineasta G.W.Past, supervisionado por Karl Abraham, realizou o primeiro filme psicanalítico, ‘Segredos de uma Alma’, que não obteve sucesso, confirmando descrença de Freud no projeto”, afirma.

 (Georg W.Pabst)

Freud tinha esta restrição por acreditar que o processo psicanalítico não se prestava a uma transposição para a linguagem cinematográfica, uma vez que qualquer tentativa de fabricar artificialmente a representação de processos psicológicos inconscientes estava fadada ao fracasso. Boa parte do chamado cinema de arte pós-Segunda Guerra Mundial sucumbiu a este vício, criando filmes pretensiosos, herméticos e idiossincráticos.

Para Almeida, atualmente, o cinema vive um aparente paradoxo, na direção oposta ao problema anterior. Com o avanço dos recursos tecnológicos, não há mais limites para representação visual. No entanto, a arte cinematográfica se encontra numa faze de empobrecimento imaginativo, refletido em filmes repletos de efeitos especiais, mas vazios de conteúdo. Pode-se encontrar um paralelo disto na clínica psicanalítica contemporânea, nos pacientes com escassos recursos de simbolização que buscam em experiências sensoriais cada vez mais intensas (por exemplo, drogas, sexo promíscuo, etc.), o sentimento vital que lhes falta como conseqüência da pobreza de seu mundo interno.

“Algumas exceções recentes permitem manter a esperança na permanência de um cinema vivo, criativo, e fiel ao gênio de Meliès. Como interlocutora privilegiada das manifestações do espírito humano, a Psicanálise por certo manterá um profícuo dialogo com esta forma de arte, para enriquecimento geral de ambos os campos,” diz.

Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! E em nosso próximo post, mais um comentário sobre o tema Cinema e Psicanálise, que será abordado em nosso Congresso.

DICA:
Visite também o site Cinema & Psicanálise, o grupo se realiza mensalmente apresentações de filmes, que em seguida são comentados por psicanalistas membros da SBPRP. É um encontro descontraído e super interessante para os amantes da Sétima Arte. Participe!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Por Dayane Malta
MTB – 61585/SP


Boa noite pessoal!

Nesta semana nós iremos fazer um passeio por Ribeirão Preto, a cidade que será sede do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise, que pela primeira vez ocorre fora do eixo das grandes capitais do país.

Localizada no interior de São Paulo, a grande Ribeirão Preto, que abarca várias cidades da região, possui cerca de 3 milhões de habitantes, ocupando uma área de 30 mil km2. Fundada em 19 de junho de 1856 a partir de grupos fazendeiros de criação de gado, logo o município se destacou no setor cafeeiro, tornando-se um pólo do café no início do século passado. Em 2011, a cidade completa 155 anos. 

A cidade é considerada um dos principais centros de turismo de negócios do país. Todos os anos, ela recebe a maior feira de tecnológica e agropecuária da América Latina, a Agrishow, que conferiu a Ribeirão o título de "Capital Brasileira do Agronegócio".

O município também é conhecido como grande pólo da saúde, com várias faculdades de Medicina e Psicologia, abrigando um dos mais avançados centros de pesquisas da America Latina, a Faculdade de Ciências Médicas da USP - Universidade de São Paulo.    
Pólo Cultural

Em Ribeirão Preto, os participantes do Congresso Brasileiro de Psicanálise poderão desfrutar de dias repletos de opções culturais. Devido à sua agitada vida noturna e um centro histórico com suntuosa arquitetura, no passado, a cidade chegou a ser chamada de "Petite Paris" - Pequena Paris.

Anualmente, a entidade CBC - Capital Brasileira da Cultura, em parceria com o Ministério do Turismo e da Cultura, escolhe uma cidade brasileira para receber o título de Capital Brasileira da Cultura, sendo Ribeirão Preto escolhida como a representante em 2010.

Um dos principais atrativos culturais de Ribeirão é O centro histórico. Nele estão presentes os principais pontos turísticos da cidade, como o MARP (Museu de Arte de Ribeirão Preto), os Estúdios Kaiser de Cinema, e o “Quarteirão Paulista”.

Para os apreciadores de artes práticas, o MARP (Museu da Arte de Ribeirão Preto) é uma sugestão. Inaugurado em 1992, ele possui um perfil voltado à arte contemporânea,com mostras individuais, coletivas e um rico acervo próprio.


Nos últimos anos, o museu recebeu importantes projetos como “Dali Monumental”, “Interior de Portinari”, “Lasar Segall – Maternidades”, “Viajando com Guignard” e “100 Anos de Pancetti”.

(Salão do MARP)

Já para quem gosta de cinema, os Estúdios Kaiser de Cinema é uma ótima dica de lazer. Mantidos pela São Paulo Film Commission, o local abriga toda uma infra-estrutura para a produção audiovisual.  Localizado na antiga sede da Companhia Cervejaria Paulista, o local é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, e por outras instituições.

(Estúdios Kaiser de Cinema)

Outra opção de entretenimento, com direito a um chopinho bem gelado, é uma visita ao “Quarteirão Paulista”. Destaque do centro histórico de Ribeirão, o local é formado pelo conjunto arquitetônico que abrange o Theatro Pedro II, o prédio do antigo Palace Hotel e o Edifício Meira Júnior, onde funciona o Pinguim, que tem tradição de oferecer o melhor chope do país.

(Quarteirão Paulista)

Com todas essas sugestões, durante o Congresso, teremos a chance de um feriado repleto de atrações científicas, culturais e gastronômicas. Ninguém pode ficar de fora!

Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! E em nosso próximo post, mais curiosidades e novidades sobre o nosso Congresso.

Fonte: Prefeitura de Ribeirão Preto

quinta-feira, 9 de junho de 2011


Por Dayane Malta
MTB – 61585/SP


Boa tarde pessoal!

Hoje nós iremos falar sobre a programação social do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise, que ocorre de 7 a 10 de setembro, feriado da Independência, em Ribeirão Preto. Além dos eventos científicos, durante o Congresso os participantes terão a oportunidade de conhecer os principais pontos turísticos da cidade, os engenhos da região e o Museu Casa de Portinari, em Brodowski, cidade vizinha de Ribeirão.  

O Museu Casa de Portinari foi inaugurado em 14 de março de 1970, no local onde residiu em sua infância e juventude, o pintor Cândido Portinari. O local abriga importantes obras do artista produzidas em pintura mural, nas técnicas de afresco e têmpera, objetos de uso pessoal e profissional, móveis e utensílios. 

Nascido no dia 30 de dezembro de 1903, filho de imigrantes italianos, de origem humilde, Portinari desde criança manifestava vocação artística. Em busca de um aprendizado mais metódico em pintura, aos 15 anos, matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

O artista pintou aproximadamente cinco mil obras, desde pequenos esboços e pinturas como O Lavrador de Café, a grandes murais, como os painéis Guerra e Paz. Também fez retratos, os mais famosos são: seu auto-retrato, o retrato de sua mãe e do escritor Mário de Andrade.

(O Lavrador de Café)

Segundo estudiosos, Portinari é considerado um dos artistas plásticos mais importantes da história do Brasil, seu museu é uma emocionante viagem ao seu passado, às suas origens. Vale a visita!


 Portinari com seus pinceis. Rio de Janeiro, 1956.

Assim, é neste universo que o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise proporcionará aos seus participantes um “encontro” repleto de atrações científicas, culturais, gastronômicas e etc.

Gostou e quer saber mais?
  Na próxima semana traremos mais novidades sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.  Fica combinado, nos encontraremos no mesmo local e horário. Até lá!

Fonte: Museu Casa de Portinari / Ritual Café
    

terça-feira, 7 de junho de 2011

Por Dayane Malta
MTB – 61585/SP


Bom dia pessoal!

Esta semana nós continuaremos a falar sobre as atividades proposta durante o XXIII Congressos Brasileiro de Psicanálise. Com uma programação super especial, neste ano o encontro científico terá uma novidade: um espaço dedicado aos Diálogos Psicanalíticos.

Além das atividades tradicionais (painéis, cursos, reflexões e discussões clínicas), os Diálogos contribuirão para a evolução do entendimento dos participantes sobre o tema do Congresso, “Limites: Prazer e Realidade”.

A mesa redonda dos Diálogos Psicanalíticos trará para o ambiente do Congresso debates entre psicanalistas com diferentes orientações teóricas, enriquecendo os pontos de vistas possíveis. Em comemoração ao centenário do trabalho de Freud sobre os “Dois Princípios do Funcionamento Mental”, os Diálogos proporcionarão uma discussão a respeito das idéias apresentadas por Freud neste texto, que de tão importante para a Psicanálise, se tornou imortal.

De acordo com a Diretora Científica da Febrapsi, Dra. Anette Blaya Luz, “cada convidado terá 5 minutos para fazer seu discurso em torno do tema, o objetivo é que isto sirva de estímulo para que a discussão com o público possa acontecer”, afirma.

O evento ocorre de 7 a 10 de setembro, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto. Para mais informações, acesse o link no topo da página do Blog.

Veja abaixo programação dos Diálogos Psicanalíticos:

* Técnico

Participantes: Raul Hartke (SPPA), Ana Rita Nutti Pontes (SBPRP), Oscar Paixão Carrera J. (SBPRJ), Sandra Lorenzon Schaffa (SBPSP).
Coordenador: Gustavo Soares SPPA
Local: Sala Topázio

* Cultura

Participantes: Leopoldo Nosek (SBPSP), Cláudio Eizirik (SPPA), Ney Marinho (SBPRJ) Wilson Amendoeira (SBPRJ).
Coordenadora: Cintia Albuquerque (SPB).
Local: Sala Topázio

* Formação

Participantes: Anna Maria Bittencourt (SBPRJ), Ronaldo Victer (SPRJ), Alirio Dantas (SPR) e Ruggero Levy (SPPA).
Coordenadora: Plínio Montagna (SBPSP)

Gostou e quer saber mais? Clique aqui e saiba mais informações sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.  Garanta sua vaga antecipadamente!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dra. Cora Sophia Schroeder Chiapello, psicanalista e membro efetivo da SBPSP e da SBPRP, nos fala sobre o curso que ministrará no XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise. O evento ocorrerá de 7 a 10 de setembro, em Ribeirão Preto.

Por Dayane Malta
MTB - 61585/SP


Boa tarde pessoal!

Continuando nossa série de entrevista sobre a programação do Congresso, hoje tivemos o prazer de entrevistar a Dra. Cora Sophia Schroeder Chiapello. A Dra. Cora Sophia nos falou sobre Psicanálise, e é claro, sobre o curso intitulado “A sexualidade e sua representação”, que ministrará no evento. Confira o que ela disse!

Antes de descobrir a Psicanálise, a Dra. Cora Sophia dedicou-se à filosofia e à música. Fez filosofia em Paris, no Instituto Católico, e graduou-se em piano pela Faculdade de Música de Ribeirão Preto, assim como no curso de Serviço Social desta faculdade. 

“A literatura também sempre me fascinou e eu estava perdida no meio de tantos amores, quando fui trabalhar com a equipe do Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria Dinâmica de Ribeirão Preto, como assistente social psiquiátrica. Estes anos em que trabalhei com os pacientes e suas famílias tantas horas por dia, abriu-me para mil curiosidades a respeito da origem dos sintomas, de como tratá-los efetivamente e, pouco a pouco, minha curiosidade sobre o conhecimento racional e filosófico voltou-se para o interior desconhecido do ser humano”, afirma.

Casada, com quatro filhos, cursou a faculdade de Psicologia da USP de Ribeirão, iniciando pouco depois sua formação como psicanalista na Sociedade de SP. “Meu analista foi Dr. Yutaka Kubo, cuja sabedoria oriental deu ao meu processo de análise uma profundidade e uma qualidade filosófica e artística, característicos de sua origem cultural milenar. Ao mesmo tempo, nunca deixei de participar das atividades do grupo de psicanalistas de Ribeirão Preto”, diz.

Atualmente, é membro efetivo das duas Sociedades e isto lhe foi muito enriquecedor. Durante alguns anos dedicou-se ao estudo do pensamento de Lacan e de outros pensadores de língua francesa. “Depois de ter passado mais de 15 anos voltada ao pensamento de Bion e Melanie Klein, ficando Freud de certa forma em segundo plano, mergulhar em Lacan significou mergulhar profundamente em Freud”, afirma.

Este mergulho foi estruturante para seu pensamento psicanalítico e para o desenvolvimento de um rigor de pensamento que é, a seu ver, indispensável para a criatividade na sala de análise. “No momento, sinto uma revolução acontecendo na psicanálise americana, através de diversos autores, entre os quais cito Gabbard, Ogden e Grotstein. Sinto o pensamento deles como altamente criativo, e, ainda que sigam fundamentalmente as idéias de Bion, eles não repetem Bion. Grotstein, na obra que será a base do meu curso: ‘Um facho de intensa escuridão’, dedica este livro a Bion com as seguintes palavras: ‘Minha gratidão por me permitir reencontrar-me comigo mesmo e por encorajar-me a brincar com suas idéias, bem como com as minhas próprias’”.

Segundo a Doutora, nos agradecimentos, ele vai falar em canibalização das idéias dos diferentes autores que o influenciaram, o que não é plágio, porque elas não foram copiadas, foram transformadas, metabolizadas, à medida que faziam sentido para ele.

“Adoro dar aulas. Jamais recuso a oportunidade de oferecer meus conhecimentos em supervisões ou grupos de estudo. Também há dois anos dou aulas na Sociedade de Psicanálise de Ribeirão Preto. Assim, divido meu tempo com a clínica, as aulas e apresentação de trabalhos”, diz.

Limites: Por favor, fale um pouco sobre o curso que você ministrará no XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise, em Ribeirão Preto. Qual é o seu objetivo? Qual público ele será destinado?

Dra. Cora Sophia:
Com meu amadurecimento como analista, fui percebendo cada vez mais a importância de trabalhar a sexualidade dos pacientes. Mas tanto a linguagem de Freud como de Melanie Klein não me deixavam à vontade. Conversando a este respeito, por e-mail, com Dr. Grotstein, ele disse que “por mais importantes que as teorias de Klein e Bion sejam, ele sente que ele tem a permissão tanto de Klein quanto de Bion para estender e respeitosamente inovar ou modificar suas teorias para que suas interpretações possam tornar-se mais efetivas”. O curso que estarei oferecendo, com o título: “Sexualidade e Representação”, terá como objetivo principal discutir o desenvolvimento da capacidade criativa do analista, para que ele possa realmente ser ele mesmo ao interpretar.

O texto no qual pretendo fundamentar minhas idéias é o livro de Grotstein, justamente porque ele aprofunda o conhecimento teórico de Bion ao mesmo tempo em que abre espaços, para o “canibalismo”, isto é, para a assimilação que entra nas nossas entranhas e adquire o nosso jeito de ser. O título do curso provém do conceito básico de psicossexualidade de Freud, que pressupõe que o processo de humanização inicia-se com a representação mental das pulsões, com sua base biológica, abrindo caminho para o pensar.
É a partir da possibilidade de representação, que precede a simbolização, que tudo começa. Creio que o curso se destina a todos aqueles que se interessam por psicanálise.

Limites: Quais atividades serão desenvolvidas durante o curso? O que está sendo preparado?

Dra. Cora Sophia:
O curso constará de apresentações teóricas e de diálogos, nos quais poderão ser usados exemplos clínicos. Além dos participantes poderem trazer vinhetas clínicas, eu também levarei exemplos clínicos em que poderá ser observada a criatividade do analista.

Limites: Como ele irá contribuir com os profissionais interessados no tema?

Dra. Cora Sophia: Meu objetivo ao oferecer este curso é abrir um espaço para uma reflexão sobre a evolução da linguagem psicanalítica, o que é uma conseqüência da expansão do campo psicanalítico.  Sem que fosse abandonado o axioma fundamental da descoberta freudiana, a de que nosso verdadeiro eu está no inconsciente, houve uma evolução extraordinária da espontaneidade e da vinculação emocional da dupla, tornando o processo analítico muito mais poético, mais rico e mais fecundo. A investigação das fantasias sexuais inconscientes tornaram-se mais naturais e somente analistas ainda não preparados para sua função, intelectualizam ou enrijecem as comunicações que ocorrem na sala de análise.

Limite: Como você vê o tema Limites: prazer e realidade, tema do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise?

Dra. Cora Sophia:
Gosto muito do tema. Podemos brincar muito com as palavras em jogo. Afinal, falar sobre prazer e realidade é um tema sem limites. Nossa possibilidade de gozo e de prazer pode ser expandida ao infinito, isto é, é ilimitada. A realidade, em princípio limitadora do prazer é o único lugar onde podemos obter prazer. Vivemos cerceados por uma série infindável de limites, porém podemos aprender a usá-los a nosso favor. Aliás, a falta de limites é detestável e muito angustiante.

De outro lado, os limites tornam-se muito doloridos quando frustram nossos desejos legítimos, quando nos afastam de quem amamos e nesse caso precisamos aprender a desenvolver as virtudes de paciência, humildade e tolerância diante da inexorável realidade.

* Dra. Cora Sophia
ministrará o curso “A sexualidade e sua representação”.  Se você se interessou em participar clique aqui e saiba mais informações sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.  Garanta sua vaga antecipadamente!

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