terça-feira, 23 de agosto de 2011


Por Cristiane Sampaio
MTB:61431

Boa tarde, pessoal!

Sabemos que uma andorinha sozinha não faz verão, canção de João de Barro. Muitas andorinhas podem fazer um belo encontro: podemos adiantar a vocês que o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise, além do exímio programa científico e cultural, também será um sucesso de público. Pois é, há cerca de duas semanas do Congresso sobre limites, constatamos que estamos no LIMITE de vagas disponíveis, com mais de 1.000 pessoas inscritas.  Portanto, para quem ainda não se inscreveu, não perca tempo!

Acreditamos que essa massa crítica de mentes predispostas a debater sobre a questão tão atual dos LIMITES e sua relação com o PRAZER e a REALIDADE irá resultar em um memorável encontro sobre Psicanálise. Para se inscrever é fácil, basta acessar o site do Congresso (http://www.febrapsi.org.br/congresso) e clicar em INSCRIÇÕES. Neste site você também terá acesso a toda programação do evento, inclusive às atrações sócio-culturais à programação do Congresso Didático.

Conheça também um pouco da Febrapsi e acesse o conteúdo do Blog Limites por lá!

Está com dúvidas? Poste um comentário por aqui ou encaminhe um email para congresso@febrapsi.org.br.

Contamos com a sua presença, você não vai querer ficar fora dessa!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB:61431



Bom dia, pessoal!

Hoje, descobri mais uma leitura interessante “O Homem dos Ratos”, que todos os bons apreciadores da obra de Freud, devem conhecer.  Escrito e revisado em apenas um mês, este livro se constitui num relevante estudo sobre os casos de “neurose obsessiva”. Durante o Primeiro Congresso Internacional de Psicanálise, em 1908, na cidade de Salzburg, Freud afirmou que “o recalque não se daria através da amnésia, mas por meio da ruptura de conexões causais devidas a uma retirada do afeto”, exatamente um ano antes do lançamento do livro. Tais notas e levantamentos foram e são até os dias de hoje essenciais no desenvolvimento e conhecimento de novas patologias pela Psicanálise.

Como já vimos no artigo postado no Febrapsi Notícias, para Freud (1915) “a pulsão inclui necessariamente o objeto, e sendo a quota de afeto um componente da pulsão, a percepção da descarga somática/afeto é indissociável da percepção do objeto, daí o ego corporal estar também indissociado do objeto, o que faz o sujeito perceber o objeto como seu próprio corpo, do qual vai diferenciar-se à medida que as estruturas ideativas se desenvolverem”.

A nossa mente tem como recurso defensivo inibir as funções mentais sempre que não suportar a quantidade de carga afetiva dolorosa, o que por conseqüência, vai ocasionar uma série de problemas, como o colapso da memória e o aprisionamento de emoções, inibindo a pessoa de experienciar sentimentos e emoções.

O Dr. Adalberto Goulart, membro da SPR e do NPA, referiu que “Diferentemente do Inconsciente reprimido, Freud já definia o “soterrado”, em 1937, como um conceito próximo ao de embrião pulsional, associado às manifestações marasmáticas da corporeidade que poderão emergir através da passagem direta ao ato compulsivo, ou ao somar, ou ainda alcançando o desejo e manifestando-se como sintoma.”

Atualmente, vive-se a busca desenfreada pelo prazer, pela gratificação imediata, assim, acabamos por não enxergar a realidade em nossa volta e vivemos numa realidade virtual que se dissemina culturalmente a cada minuto. “O resultado disso é uma opacificação das identidades individuais em troca do estado maníaco de euforia, do não-pensar, o que faz com que presenciemos em nossas clínicas um predomínio das personalidades nas quais não há um sujeito capaz de criar representações psíquicas e que vive sua instabilidade no corpo ou na ação/compulsão”, afirmou Dr. Goulart.

A compulsão à repetição, mecanismo de funcionamento do Processo Primário de Pensamento, desvia-se de sua tendência ao que é prazeroso para o reencontro com o efeito de um trauma ainda sem representação, ou seja, busca ativamente um sofrimento, quem sabe visando alcançar algum nível de simbolização (Marucco, 2007).

Assim, a compulsão, entendida como tentativa de representação em ato, requer reformulações da técnica que permitam ir para além do desejo e seus representantes. O analista precisa lidar com marcas ingovernáveis devido à incapacidade de se vincularem ao Processo Secundário, uma vez que não houve tempo nem psiquismo estruturado para que o traumático pudesse ser inserido na dimensão do simbólico. De qualquer forma, não nos esqueçamos que repetição significa, etimologicamente, pedido de ajuda.

Os ‘homens dos ratos’ da clínica contemporânea são casos que ultrapassam e vão além de limites preconcebidos, já conhecidos, proporcionando todos os dias um grande desafio a Psicanálise.

Deixe aqui seu comentário sobre o caso, também queremos saber sua opinião!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB:61431

 Boa tarde, pessoal!

Pois bem, estava lendo um artigo esses dias sobre o famoso caso do Pequeno Hans e achei relevante relembrar este caso aqui no Limites. Afinal, é um texto polêmico e esclarecedor até os dias atuais. Uma referência no estudo da psicanálise de crianças, que também será abordada no XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.

O caso Pequeno Hans é hoje centenário, e nossa qualidade de vida melhorou muito desde a publicação de tal obra. Na época, Freud descreveu o caso como exemplo prático da aplicação de suas teorias sobre a sexualidade infantil, sendo que este foi o primeiro caso de psicanálise aplicado a uma criança, mesmo que através de seu pai, que descrevia os sintomas do filho para o Freud e ouvia suas considerações, aplicando-as em casa. O pequeno Hans se sentia ameaçado, culpado e apaixonado ao mesmo tempo, por viver um amor proibido pela mãe, associado a um complexo de castração deslocado na sua fobia por cavalos, que representavam as ameaças que ele fantasiava virem do pai. 

Hoje, a realidade psíquica não se mostra muito diferente. As neuroses sexuais infantis, como esta, se tornaram muito comuns. Como disse o psicanalista Dr. Celso Gutfreind, no FEBRAPSI NOTÍCIAS Nº38, “É o que continuamos vendo nas casas, nas escolas, nos consultórios. Se há mudanças (sempre há), déficits de atenção ou desvalimentos, isso não exclui angústias intensas de crianças que ultrapassam a distância suportável do genitor de sexo oposto. E submergem em fantasias de punição por parte do mesmo sexo. O Pequeno Hans está ativo nos Joãozinhos e Mariazinhas da contemporaneidade”.

Segundo o Dr. Gutfreind, a patologia da sexualidade na infância vem de encontro com a ‘vista grossa’ dos adultos, que reinventam uma criança bem diferente daquela com quem convivem. Normalmente, não a compreendem e podem acabar gerando consequências ainda mais traumáticas, que nos extremos podem chegar a atuações como maus-tratos ou pedofilia.

Estar bem significa, viver bem, crescer, descobrir, reinventar criativamente a existência cada vez mais, infinitamente. Implica também ser capaz de enxergar e lidar com aquilo que não queremos ver por não querermos sofrer. Freud ainda foi muito além dos LIMITES de seu tempo em suas teorias: ”Continuei dizendo que bem antes de ele nascer eu já sabia que ia chegar um Pequeno Hans que iria gostar tanto de sua mãe que, por causa disso, não deixaria de sentir medo de seu pai...”.
Segundo Dr. Gutfreind, como o tratamento de Hans se passou por meio do pai, valorizou-se a parentalidade, ou seja, a participação do cuidador, que se tornou mais lúdico e capaz de representar positivamente seu filho. Há pessoas que criticam que Freud falhou ao deixar de lado a mãe e o conflito do casal. Mas, “Enfim, O Pequeno Hans transcende objetivos traçados por ele próprio. Emenda que sai melhor do que o soneto, a obra mostra-se afeita a releituras e novos sentidos. Hans segue hígido e em pleno crescimento, perguntando, fazendo pensar, continuando. Vida ainda mais longa, é o que desejamos ao jovem centenário”, como finalizou Dr. Gutfreind.

Deixe aqui seu comentário sobre o caso, também queremos saber sua opinião!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB:61431

 Boa tarde, pessoal!

Falta menos de um mês para o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise e as vagas estão se esgotando. Então, para quem está na dúvida, resolvemos postar aqui no Limites, um resumo da programação do evento e suas atrações (claro que somente as que podemos contar, muitas surpresas são esperadas para o Congresso!) e para quem não conhece Ribeirão Preto, no post de hoje também vamos contar um pouco mais sobre a Capital Brasileira do Agronegócio.

O evento vai se realizar entre os dias 07 e 10 de Setembro, com atrações em pontos históricos da cidade e nos maiores Centros de Convenções da Região. Esta edição do Congresso traz a temática “Limites: Prazer e Realidade”, atual e estimulante. Este tema vai possibilitar aos seus participantes a reflexão e discussão com base nos diversos campos da Psicanálise, assim como das ciências ‘irmãs’, Psiquiatria e Psicologia. O Programa Científico está construído buscando examinar o Tema sob as mais diferentes óticas dentro da complexidade que abarca a Teoria e Técnica Psicanalíticas de hoje.

Além das atividades já tradicionais como os Painéis, Cursos, Reflexões e Discussões Clínicas, o Congresso traz uma novidade para 2011: os Diálogos Psicanalíticos. Os Diálogos vão enfocar as evoluções que a Teoria, a Técnica, a Cultura e a Formação Psicanalítica sofreram ao longo de 100 anos, a partir da ótica dos Princípios do Prazer e da Realidade, conceituados por Sigmund Freud. Quer saber mais do programa? Clique aqui!

A programação irá além de aspectos científicos, está organizado um primoroso programa social que dará a todos a oportunidade de conhecer a cidade, a cultura e os deliciosos restaurantes de Ribeirão Preto, além da visita ao Museu Casa de Portinari, em Brodowski, e aos engenhos da região; numa ótima oportunidade de aproveitar a Semana da Pátria com atrações científicas, culturais e gastronômicas ao mesmo tempo. Tudo isto vivido dentro do clima de um Congresso Brasileiro de Psicanálise. Quer saber mais da programação sociocultural? Clique aqui!


Ribeirão Preto: Capital Brasileira do Agronegócio

Localizada no interior de São Paulo, a grande Ribeirão Preto, que abarca várias cidades da região, possui cerca de 605 mil habitantes, ocupando uma área de 30 mil km2. Fundada em 19 de junho de 1856 a partir de grupos fazendeiros de criação de gado, logo o município se destacou no setor cafeeiro, tornando-se um pólo do café no início do século passado. Em 2011, a cidade completou 155 anos.
Considerada um dos principais centros de turismo de negócios do país, todos os anos a cidade recebe a maior feira de tecnológica e agropecuária da América Latina, a Agrishow, que conferiu a Ribeirão o título de "Capital Brasileira do Agronegócio". 

O município também é conhecido como grande pólo da saúde, com várias faculdades de Medicina e Psicologia, abrigando um dos mais avançados centros de pesquisas da America Latina, a Faculdade de Ciências Médicas da USP - Universidade de São Paulo.    

Em Ribeirão Preto, os participantes do Congresso Brasileiro de Psicanálise poderão desfrutar de dias repletos de opções culturais. Devido à sua agitada vida noturna e um centro histórico com suntuosa arquitetura, no passado, a cidade chegou a ser chamada de "Petite Paris" - Pequena Paris. Quer saber mais sobre Ribeirão? Clique aqui.

Bom, agora vocês já tem todos os motivos pra correr e se inscrever. As vagas estão se esgotando e você não vai querer ficar fora dessa!

Para se inscrever, clique aqui.




quarta-feira, 10 de agosto de 2011


Por Cristiane Sampaio


Bom dia, pessoal!

Hoje, trouxemos como tema a “Psicanálise e a Comunidade”, que também será um tema abordado no XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise. Para tal, o Limites tomou como base o texto do Dr. Bernardo Tanis – Membro Efetivo da SBPSP e Diretor de Comunidade e Cultura da Fepal na gestão 2006-2008, que traz de forma interessante e envolvente a questão.

Segundo o Dr. Bernardo, para lidar permanentemente com as fronteiras, o psicanalista de hoje, precisa ter uma participação maior na comunidade e estar presente em diferentes espaços de atuação, sempre buscando um diálogo e uma interface com outras disciplinas. Diante de tantas mudanças econômicas e culturais nos últimos tempos, o psicanalista, assim como outros profissionais e pensadores da cultura, é convidado a enfrentar desafios clínicos e sociais que esta nova realidade vem gerando.

Foram constatados “dois importantes movimentos nas Sociedades psicanalíticas: de expansão do trabalho clínico e reflexivo em torno das modalidades de intervenção dos psicanalistas na comunidade; e de participação ativa nos debates em torno da cultura contemporânea e seus impasses, buscando uma maior integração da Psicanálise na sociedade em geral e no espaço universitário em particular”.

Como a própria história nos conta, a dinâmica das fronteiras não é tranquila, envolve entre tantas coisas a curiosidade, a sedução e até o risco de se perder a própria identidade. Acredita-se que em contraposição de se assumir uma postura defensiva ou de confronto, o ideal é assumir uma estratégia de diálogo, de busca de interlocução com os diferentes campos do saber. Segundo Bernardo, “distantes da arrogância ou da timidez, acreditamos que um posicionamento claro, que reconheça não só nossos limites, mas também o nosso potencial, poderá garantir um lugar para a Psicanálise na nova geografia sociocultural”.

Felizmente, podemos observar o quanto este trabalho vem sendo desenvolvido e trabalhado em diversas jornadas, encontros e congressos, como veremos no XXIII Congresso Brasileiro dePsicanálise.

Pra você que ainda não se inscreveu clique aqui, pois ainda está em tempo!

domingo, 7 de agosto de 2011

Por Cristiane Sampaio

Boa tarde, pessoal!

Como vocês bem sabem, a abertura do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise ficou sob a responsabilidade da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Uma honra, afinal além de ser um patrimônio cultural da cidade, hoje a Orquestra está classificada como uma das maiores e melhores do país.  A novidade é que na programação está a execução da 6ª Sinfonia de Tchaikovsky, que contará com a regência do renomado Maestro Cláudio Cruz.

Fundada em 1938 pelo alemão Marx Bartsch, a OSRP tem uma longa história de dedicação à música. Já desenvolveu e participou de importantes projetos que difundiram a música erudita, reafirmando seu papel de destaque no setor artístico nos cenários municipal e nacional.

A credibilidade conquistada através dos anos justifica-se, também, pelo fato de ser a segunda orquestra mais antiga do Brasil em atividade constante, apesar de ser administrada por uma entidade totalmente privada (a Associação Musical de Ribeirão Preto), sem fins lucrativos, responsável pela gestão e manutenção da OSRP, que conta com parcerias desenvolvidas junto às iniciativas públicas e privadas através de projetos de Lei Rouanet e contribuição de patronos e sócios.
 
A OSRP já foi regida por maestros de grande vulto, entre eles: Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Filipe Lee, Spartaco Rossi, Roberto Minczuck, Ricardo Kaniji, João Carlos Martins e Günter Neuhold. Atualmente, como dissemos, a orquestra está sob a batuta do Maestro Cláudio Cruz, ganhador do “Grammy Latino” em 2002 e 2006.

Portanto, podemos aguardar uma grande noite de abertura, preparem-se! 

Para quem ainda não se inscreveu, corra, pois esta acabando o tempo! Cliqui aqui!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Por Cristiane Pires Sampaio
MTB:61431

Bom dia, pessoal!

Hoje, temos o prazer de apresentar o filme do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise. Produzido pela produtora Atomica Filmes, a maior do interior de São Paulo, o filme traz um histórico curto da Psicanálise e do Congresso que se realiza a cada dois anos, e além de trazer informações sobre as inscrições, ainda mostra de forma dinâmica e interessante o tema do evento este ano: LIMITES.

Assista o filme e deixe seu comentário em nosso blog ou facebook!



Aproveite a ultima semana de descontos e se inscreva agora mesmo!

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