quarta-feira, 15 de maio de 2013


Por Cristiane Sampaio
MTB 61.431

Fonte: mariabehl-maedaflor.blogspot.com

Olá,

Como já é tradição em nosso blog, a cada evento que realizamos preparamos uma série de matérias e/ou entrevistas para apresentar a vocês um pouco do que será abordado e hoje, não será diferente. Organizamos um post especial sobre o tema A aproximação do psicanalista à criança com manifestações do autismo: Referenciais teóricos e clínicos”, que será apresentado em uma mesa redonda durante o evento a “A criança, o adolescente e o psicanalista”, nos dias 06 e 07 de Junho, na UNISEB, em Ribeirão Preto.

E para o post de hoje nós convidamos para falar sobre o tema, a Analista Didata e Membro efetivo da SBPSP, Maria Helena de Souza Fontes e a Psicanalista e também Membro efetivo da SBPSP, Regina Elizabeth Lordello Coimbra.

Segundo a Dra. Maria Helena, seu interesse pelo estudo do autismo se iniciou quando uma colega lhe encaminhou um paciente (Paulo) a quem ela havia diagnosticado como autista.  “Embora eu já tivesse alguma experiência no trabalho analítico com crianças, ainda estava em formação na SBPSP, egressa da prática da psiquiatria infantil. No trabalho com Paulo logo verifiquei que a técnica e as teorias psicanalíticas de que dispunham não me eram de grande utilidade – conhecia os trabalhos de Leo Kanner, o primeiro psiquiatra que distinguiu o autismo de outras formas de retardo mental e definiu suas principais características, a famosa tetralogia - Déficit de aquisição da linguagem, inutilidade de seu uso para a comunicação, impedindo a socialização, imutabilidade do ambiente e estereotipias gestuais. Conhecia também o livro que o psicanalista suíço Bruno Bethelheim, escrevera sobre o assunto intitulado  “ A Fortaleza Vazia”. Foi devido às minhas dificuldades com essa análise, que tomei conhecimento dos trabalhos de Donald Meltzer, Esther Bick, Francis Tustin e Ana Alvarez que a partir da observação dos fenômenos autísticos no trabalho com seus pacientes, trouxeram não apenas uma contribuição valiosa para o desvendamento do mundo mental da criança autista, mas também abriram o caminho para o estudo de uma área de importância capital para o desenvolvimento da ciência psicanalítica. Refiro-me à área dos fenômenos não verbais, ligados às manifestações da mente primordial, que não têm, portanto, a possibilidade de ganhar um significado que permita uma representação psíquica.
Fonte: institutoparadigma.org.br
No meu trabalho faço uma comparação entre a teorização desses fenômenos e a descoberta da partícula que compõe a massa escura do universo, até então uma hipótese presumida pelos estudiosos da Física. Em ambos os casos a inclusão desses fenômenos nos campos científicos correspondentes trazem uma mudança de paradigma de importância incalculável. No que diz respeito à psicanálise, amplia o espectro dos fenômenos autísticos, estendendo-os à esfera dos pacientes comuns e mesmo a determinadas manifestações da vida mental de todos nós, além de trazer outra compreensão para sintomas psicossomáticos, inclusive à Síndrome do Pânico, tão popular nos dias de hoje”.

Um assunto que vai render uma boa troca de experiências. Agora, a parte clínica deve ser abordada pela Dra. Regina, que procura em sua apresentação um encontro entre o analista e uma criança com atraso no desenvolvimento da fala e da capacidade de brincar, ou seja, uma criança com Transtorno do Espectro do Autismo.

“Na atualidade, há inúmeras propostas técnicas que buscam promover este trabalho, e como você pode perceber ele tem suas especificidades, que o diferenciam da Psicanálise de adultos e de crianças sem deficts de desenvolvimento simbólico.

Consideramos fundamental o atendimento precoce para estas crianças, e também aos pais, os quais se apresentam tão mergulhados em sofrimento e dor”, afirmou a psicanalista Dra. Regina Elizabeth Lordello Coimbra.

E aí, se interessou pelos temas? Ainda dá tempo de se inscrever.

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