quinta-feira, 7 de março de 2013


Por Cristiane Sampaio
Mtb. 61.431



Olá,

Felizmente foram tantas atividades na SBPRP, que somente hoje conseguimos dar continuidade a nossa série de entrevistas com os palestrantes do Pré- Congresso, evento a ser realizado em Ribeirão Preto no dia 13 de Abril de 2013 com o tema “Ser contemporâneo: Medo e Paixão”. Hoje, quem gentilmente aceitou ter um bate-papo conosco foi a Analista Didata e docente na SBPSP, Marion Minerbo. Ele deve abordar a temática “Ser e o Sofrer, hoje” durante o evento. Acompanhe, foi uma conversa instigante e enriquecedora!

SBPRP: Como a senhora pretende abordar o tema central do evento “Ser contemporâneo: Medo e Paixão”?

Marion: “Pretendo começar comparando dois momentos da civilização ocidental, modernidade e pós-modernidade, mostrando como em cada época há uma forma mais comum de ser, e também uma forma de sofrer que já vem, por assim dizer, “embutida” nela – como num pacote. Cada época tem suas vantagens com relação a outras, mas também suas desvantagens, ou seja, há paixão e há medo. Em seguida vou me concentrar nas “desvantagens” de ser contemporâneo e nas formas de sofrimento que isso gera. Acredito que será de interesse entender qual a relação entre sintomas tão diferentes como a compulsão a comprar, o tedio que leva tantas pessoas a procurarem algum “antídoto”, ou a violência aparentemente gratuita, e o mundo contemporâneo”.
 
S: Já o tema escolhido pela senhora foi “Ser e o Sofrer, hoje”. O ser humano mudou? Sua forma de sofrimento mudou?

M: “O que muda no ser humano é sua forma de ler e de interpretar a realidade, e de reagir a essa leitura. Ou seja, ele muda naquilo que depende dos sistemas simbólicos, isto é, das instituições, da linguagem, da cultura em nível macro e micro (como a família) no seio da qual ele se constitui. Quando as instituições estão em crise, como hoje, aumenta a dificuldade de dar sentido aos fatos da vida, de criar e ir atrás de um projeto de vida. As pessoas ficam à deriva, perdidas”.

S: Por meio de um olhar psicanalítico, conseguimos ter alguma ideia sobre as futuras evoluções dessas mudanças?

M: “A Psicanálise precisaria se aliar à História, Sociologia e Antropologia para entender melhor essas evoluções. Mas eu arriscaria dizer que as culturas oscilam entre momentos em que as instituições estão mais fortalecidas, e momentos em que estão em crise. Em algum momento, a crise atual vai dar lugar a novas formas instituídas, elas vão se fortalecer, depois vão se enrijecer, depois vão caducar e “morrer”, isto é, se desnaturar, ficar desacreditadas e entrar em crise novamente. Mas não sei dizer quanto tempo esse ciclo pode durar”.

E aí gostou? Tenho certeza que sim. Então aproveite, pois até dia 15/03 as inscrições ainda estarão com preço promocional. Não perca tempo, clique AQUI e se inscreva!

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#Saiba mais sobre a palestrante

Marion Minerbo - Analista didata e docente da SBPSP. Doutora pela UNIFESP. Autora de dezenas de artigos em revistas nacionais e internacionais, e dos livros “Neurose e Não Neurose”, e de “Transferência e Contratransferência”, ambos pela Casa do Psicólogo.

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