terça-feira, 28 de junho de 2011

Por Dayane Malta
MTB - 61585/SP

Boa tarde pessoal!

Na última semana, tivemos o prazer de receber em nosso Blog, depoimentos de colegas psicanalistas sobre uma das temáticas do XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise. Hoje nós iremos falar de outra atração do evento, a Sessão de Cinema e Psicanálise, que nesta edição apresentará a discussão do filme “Cisne Negro”.

Segundo a Dra. Anette Blaya Luz, diretora científica da Febrapsi e responsável pelo projeto, a idéia de discutir o filme “Cisne Negro” na sessão de Cinema e Psicanálise do Congresso Brasileiro partiu inicialmente do impacto emocional provocado pelo filme, o que pôde ser observado tanto nos analistas que assistiram ao filme, como também na reação dos pacientes que levavam suas impressões para serem conversadas nas sessões de análise.

“Um filme que provoca necessidade de com-versa é por si só interessante para ser exibido e discutido no Cinema e Psicanálise. Além disso, a com-versa que ele provoca é sobre limites entre o interno e o externo, entre a fantasia e a realidade, o alucinado/delirante e o factual. O impacto do filme é tal que a própria platéia entra em estado de dúvida sobre o que é realidade e o que é fantasia: uma vivência de perdas de limites. Considerando-se que o tema central do Congresso é “Limites: prazer↔realidade”, a discussão do filme com tais características é muito apropriada”, diz .

Para a Dra. Anette, outro ponto considerado para a escolha do “Cisne Negro” é que nele apresenta-se, de forma brilhante, a ênfase no drama interno, nos fatos subjetivos, na angústia das personagens, ou seja, focaliza-se a evolução de estados mentais mais do que a sucessão de acontecimentos externos. “O olhar que se volta para o mundo interno, que perscruta as vicissitudes das emoções e que investiga os estados mentais é o olhar característico da Psicanálise”, conclui.


O filme

“Cisne Negro” conta a história de Nina, interpretada por Natalie Portman, uma talentosa bailarina de uma famosa companhia de balé de Nova York e sua mãe, Érica, bailarina precocemente aposentada que incentiva a ambição profissional da filha para realizar-se através da mesma.

O diretor artístico da companhia, Thomas Leroy, decide substituir a primeira bailarina, Beth MacIntyre, na apresentação de abertura da temporada, “O Lago dos Cisnes”, e Nina é sua primeira escolha. Entretanto, surge uma concorrente: uma nova bailarina, Lily, que deixa Leroy impressionado. O “Lago dos Cisnes” requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco, com sua inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa a malícia, a inveja e a sexualidade.

Nina se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco, porém Lily é a própria personificação do Cisne Negro; o desafio de Nina será integrar dentro se si estes aspectos antagônicos de sua personalidade. As duas bailarinas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina, para alcançar seu objetivo de ser a primeira bailarina da companhia, começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, levando à conseqüências que ameaçam destruí-la.


Gostou e quer saber mais? Sinta-se convidado a participar de nosso Congresso! Na próxima semana, mais novidades sobre o XXIII Congresso Brasileiro de Psicanálise.

DICA: Visite também o site Cinema & Psicanálise, o grupo se realiza mensalmente apresentações de filmes, que em seguida são comentados por psicanalistas membros da SBPRP. É um encontro descontraído e super interessante para os amantes da Sétima Arte. Participe!

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