sexta-feira, 5 de junho de 2015

“SONHAÇÕES”
Encontro Preparatório para o XXV Congresso Brasileiro de Psicanálise
SONHO/ATO: A Representação e seus Limites
12 E 13 JUNHO DE 2015

Local: Hotel Stream Palace – Ribeirão Preto
Inscrições: www.sbprp.org.br


Alice Ruiz é a convidada da comissão científica da SBPRP para o encerramento do “SONHAÇÕES”. Ela apresentará a poesia do haikai e seu poder de síntese.

Poderíamos ter um encerramento mais poético?

Esta foto é de Alice Ruiz, do seu jardim. São três flores, como os versos do haikai.


Com a palavra, a poeta:

Para ser poeta é preciso alma e técnica. Juntas, inseparáveis.
Quanto menos se perceber a diferença entre as duas, mais poesia é.
No haikai, como prática zen, o exercício da alma e da técnica é um só: síntese.
Com um mínimo de palavras descrever um instantâneo da natureza.
Atingir a simplicidade desse instantâneo. E não se incluir na cena/poema.
É quando, enfim, o poeta vira apenas um instrumento de poesia, que surge seu estilo, sua identidade poética.
Para ser esse instrumento, exercita-se o desapego, a simplicidade, a economia de palavras, o olhar amoroso e amoral sobre as coisas.
Estados, atitudes que podem ser resumidas na “ausência do eu”, que é, aliás, um dos ideogramas que compõem a palavra haikai.
Essa “ausência do eu” implica em se basear apenas no concreto, material, físico e palpável que nos é fornecido pela natureza.
Sentimentos e pensamentos não devem ser nomeados no poema.
Como se o poema fosse uma fotografia em palavras.
Assim como o fotógrafo não aparece na fotografia, o poeta não deve aparecer no poema, apenas sua técnica, sensibilidade e depuramento.
E muito menos, a intenção de fazer poesia.
Na verdade, em nenhuma arte.
Porque, quando a intenção aparece na arte, o que vemos em primeiro plano é a intenção e não a arte.





Alice Ruiz é Poeta, Haikaista e compositora.


Inscrições: www.sbprp.org.br

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