sexta-feira, 22 de julho de 2011

Por Cristiane Sampaio
MTB: 61431
 


Boa tarde, pessoal!

Dando continuidade ao nosso cronograma, vamos postar hoje um artigo sobre comportamento. Há algum tempo foi publicado na Revista Istoé uma matéria que abordava a influência de Comédias Românticas no comportamento das mulheres, e vejam só, não percebemos, mas geralmente nos deixamos influenciar. Toda mulher quer viver, hoje, um romance de cinema.

Segundo a jornalista Carina Rabelo, a moça inteligente, com humor afiado e um tanto desprovida de vaidade, está estabilizada profissionalmente, mas continua solteira. Até que, como num passe de mágica, encontra sua alma gêmea. Um homem charmoso, íntegro, disputado pelas mulheres e que cai de amores por ela à primeira vista. Nas comédias românticas, quando o cosmos entra em ação, não é necessário esforço, apenas a sorte de estar no lugar certo, na hora certa. Basta não discutir com os deuses e deixar que os olhares e a sintonia de pensamentos fluam. Essas produções atraem milhões de espectadores ao cinema, que saem das salas de projeção enlevados, certos de que é possível viver histórias de amor como a que acabaram de assistir. Pesquisadores escoceses comprovaram que tais devaneios só prejudicam os relacionamentos do outro lado da tela.

De acordo com a pesquisa, quem assiste estes filmes acredita em relacionamentos com 100% de romance, intimidade física e paixão e na vida real, não aprende a conviver com crises que esfriam a relação e exigem paciência com o parceiro, por exemplo.

Para analisar a influência do cinema na construção dos conceitos de amor entre os jovens, os psicólogos Bjarne Holmes e Kimberly Johnson, da Heriot- Watt University, na Escócia, avaliaram as 40 comédias românticas hollywoodianas de maior sucesso de bilheteria no período de 1995 a 2005, com base nas opiniões de 295 estudantes universitários. O estudo, divulgado recentemente, concluiu que as produções são mais populares entre as mulheres. Para elas, reforçam crenças do relacionamento predestinado - a tal outra metade da laranja - e a ideia de que o amor prescinde de conversa, pois um apaixonado pode ler o pensamento do outro. "As jovens acreditam que a felicidade será facilmente alcançada e mantida quando encontrarem a pessoa certa. Por isso desistem facilmente de relacionamentos diante das primeiras dificuldades: acreditam que, se há conflitos, não era para ser", diz Holmes. Já os homens pensam ter encontrado a cara-metade quando a química sexual é intensa.
O estudo também mostra que 90% dos entrevistados recorrem ao cinema e 94% à televisão para aprender a lidar com relações amorosas na vida real. É certo que o reforço dos estereótipos dos ideais românticos é alavancado pela força da indústria cinematográfica.

Apesar das restrições que os especialistas fazem a esse gênero, eles defendem a importância das fantasias. "O problema é quando as pessoas tratam a ficção com total descrença ou como verdade absoluta. É fundamental a constante alimentação e desconstrução da fantasia para o processo de amadurecimento do indivíduo", avalia o psicanalista Luis Fernando Gallego, membro da Federação Brasileira de Psicanálise e da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro. Ou seja: um filme é só um filme.

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