terça-feira, 19 de maio de 2015

O Complexo de Édipo e as implicações clínicas nos Transtornos Alimentares 

Maria Auxiliadora B. dos Santos
SBPRP / SBPSP

Nos primórdios da vida, o bebezinho vive a doce crença de que é UNO com a mãe, o que é por algum tempo, acalentada por ela. A mãe saudável, reconhecedora de que seu bebê é fruto da relação amorosa com o pai, gradativamente “apresenta-o” para que o bebê “re-conheça” nele, aquele que limitará seu desejo desmedido pela mãe, cedendo espaço ao novo, ao símbolo, à Cultura.
Abordaremos nesta reunião, as tragédias provenientes de quando a mãe, como Jocasta, faz “vistas-grossas” à verdade: o bebê não é fruto exclusivo seu, mas constitui um outro Ser, originário de um casal, cujo pai foi obliterado em sua função criadora e interditora.
Contudo, a redentora necessidade de conhecer a origem como Édipo, poderá permitir sair da “ilusão de ser UNO com a mãe”, e caminhar rumo à verdade de que a “unidade do Ser é um casal” que originou o bebê, como colocado por W.R. Bion em São Paulo (SBPSP/1978).
Esta, a triangulação possível, quando se possui amor à verdade. O contrário, é a permanência na fusão psicótica com a mãe, mediada eternamente pelo alimento concreto, o que poderá desembocar na arena dos transtornos alimentares. 

Sugestão de leitura ou filme:
“Édipo Rei”, de Sófocles.

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