sexta-feira, 22 de maio de 2015

“SONHAÇÕES”
Encontro Preparatório para o XXV Congresso Brasileiro de Psicanálise
SONHO/ATO: A Representação e seus Limites
12 E 13 JUNHO DE 2015 
Local: Hotel Stream Palace – Ribeirão Preto 

Inscrições: www.sbprp.org.br

FERNANDO DINIZ, Guache sobre papel - Sem data, 33 X 48 cm, a obra faz parte da exposição virtual do Museu de Imagens do inconsciente e pode ser visualizada em: http://www.ccs.saude.gov.br/Cinquentenario/fernando.html

Sérgio Lewkowicz abordará “Ato/Sonho/Experiência Estética em sua palestra no “Sonhações”. Veja a síntese de seu trabalho que ele nos enviou: 

“Trabalhando nos limites da representação” 

(...) Sonhar é transformar as emoções brutas e o sofrimento psíquico em processo simbólico que pode ser usado para pensar, agir, lembrar ou ter uma experiência estética. Na verdade, nós que não temos essa capacidade artística nos transformamos em artistas através de nossos sonhos que de fato são as transformações simbólicas, estéticas de nossas experiências emocionais, particularmente de dor e sofrimento. Quando dormimos somos nossos próprios artistas e, quando estamos acordados necessitamos dos artistas para que façam isso por nós.
Por outro lado, no nosso trabalho como psicanalistas nos aproximamos das tarefas dos artistas na minha maneira de pensar. Como diz Frayze-Pereira (2006): Pensar psicanaliticamente implica escutar, mais ou menos intensamente, as questões singulares e comoventes, isto é, ambíguas e por isto mesmo perturbadoras, daquele que sofre. Portanto, daquele que vive (p.14). Cabe ao psicanalista dar forma à dor que o paciente não consegue simbolizar psiquicamente. O artista ao criar algo novo, original transforma algo de sua subjetividade em um objeto material. A dupla analista/paciente transforma algo não representável em algo que pode ser pensado e compartilhado. Ambos, artistas e analistas transformam as experiências brutas em experiências simbólicas. (...)






Sérgio Lewkowicz é Psicanalista, Membro efetivo e Analista didata da SPPA e ex Diretor Científico da Federação Psicanalítica da América Latina (FEPAL).


Maria Aparecida Sidericoudes Polacchini nos apresentará sua base de apoio e as relações que estabelece para pensar e nomear a experiência vivenciada em seu trabalho psicanalítico clínico.

“Palavras cantadas das Musas e palavras intuídas pelo analista: uma aproximação.”


Nesse trabalho, apresentarei uma vinheta clínica, mostrando o que comumente vivemos no trabalho analítico, salientando a intuição do analista, sua fala e palavra que passam a representar e vivificar um estado psíquico, e promover desenvolvimento subjetivo.
O que apresento como introdução ao material clínico, é uma relação que estabeleço entre a Mitologia e a Psicanálise. Evoco as Musas que, pelo poder divino de nomear, inspiram e orientam a alma, promovendo o pensamento em suas múltiplas formas. Na Psicanálise, o exercício da intuição inspira o pensar e a linguagem que nomeia a experiência.
Chamo a atenção para uma das formas de linguagem, a palavra falada e ouvida, que tem função de destaque na Psicanálise, apontando para importantes questões sobre a comunicação na relação analítica. Apesar das deficiências de linguagem e comunicação, com as quais nos deparamos na tarefa analítica, ainda assim, “é preciso apostar na palavra”, como sugere a escritora Lígia Fagundes Telles, aos seus parceiros de literatura. 








Maria Aparecida Sidericoudes Polacchini é Psicanalista, Membro efetivo e Analista didata da SBPRP e Membro efetivo da SBPSP.




INSCRIÇÕES: www.sbprp.org.br

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