terça-feira, 29 de novembro de 2016

Este mês, completam-se 37 anos da morte do psicanalista Wilfred Bion (1897-1979). Em homenagem a ele, Fátima Cassis, membro associado da SBPRP, escreveu o artigo abaixo.

Aproveitamos a oportunidade para comunicar, com muito orgulho, que a Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto foi escolhida para sediar e organizar o evento internacional Bion 2018, o qual será realizado em julho de 2018 e reunirá pensadores e psicanalistas do mundo todo em Ribeirão Preto. Em breve, mais informações.
Imagem: reprodução
Wilfred R. Bion nasceu dia 8 de setembro de 1897 em Muttra, no Pengab, província indiana anexada à colônia inglesa em 1849. Como era costume cultural, aos 8 anos foi estudar na Grã-Bretanha, permanecendo na Public School até seu término. Aos 18 anos, alistou-se nas forças armadas britânicas em 1916, atuando na Primeira Grande Guerra, com distinção, atingindo a patente de capitão.

Após a guerra, seguiu para a Universidade de Oxford, licenciando-se em Letras. Tornara-se nesta época um jovem professor, envolto em proezas esportivas e militares e dono de uma vasta cultura, com conhecimentos profundos em história moderna, estudos avançados de linguística e das línguas grega e latina, além de ser leitor apaixonado dos clássicos de literatura, Shakespeare em especial. Foi nesta época que teve o primeiro contato com a psicanálise, através de um livro de Freud, trazido por um de seus amigos.

Ficou fascinado por suas ideias e profundamente estimulado a cursar medicina, concluindo o curso aos 33 anos de idade. Obteve medalha de ouro em cirurgia, mas foi a prática psiquiátrica, e depois a psicanálise iniciada na Tavistock Clinic, em Londres, que lhe encantou. Foi analisando de J. Rickmann e posteriormente, após a II Guerra, iniciou sua análise didática com Melanie Klein.

Produziu cinquenta títulos por um período de 40 anos, “reexaminando as coisas a partir de seus começos e descobriu um novo caminho para a psicanálise” (Bléandonu, 1990). Passou das teorias psicanalíticas para a teoria da observação, um incremento na atividade analítica, aumentando a chance de a pessoa “tornar-se mais ela mesma”. Sua obra tornou a psicanálise mais complexa, mas também mais humanista, dando destaque à pessoa do analista na tarefa de psicoanalisar. Segundo ele, “o analista vale não tanto pelo que sabe e diz, mas muito mais pelo que realmente é”.

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